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Mãe é presa após denúncias de negligência; bebê foi achada com tampa de garrafa na boca em MG

Ambiente em que as crianças estavam oferecia risco para as crianças, segundo o Conselho Tutelar de Patos de Minas

G1 — Brasil · 2026-08-06T19:12:07.000Z

Ambiente em que as crianças estavam oferecia risco para as crianças, segundo o Conselho Tutelar de Patos de Minas

Uma mulher de 27 anos foi presa em flagrante por abandono de incapaz na terça-feira (4), após uma nova denúncia de negligência envolvendo os dois filhos dela, uma bebê de 9 meses e um menino de 4 anos, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba.

Segundo o Conselho Tutelar, a família já era acompanhada pelo órgão após sucessivas denúncias de negligência, que haviam sido encaminhadas anteriormente ao Ministério Público.

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Segundo a Polícia Militar (PM), no dia do flagrante, uma assistente social de 55 anos denunciou que as crianças estavam saindo sozinhas para a rua, sem supervisão.

Ao chegarem à residência, os policiais encontraram o portão aberto. O menino estava sozinho no quintal, enquanto a bebê estava sentada no chão com uma tampa metálica de garrafa na boca. Segundo o registro da ocorrência, a situação representava risco de engasgamento.

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Mãe foi encontrada dormindo

A mulher foi encontrada pelos policiais dormindo em um dos cômodos da casa.

Segundo a ocorrência, o imóvel apresentava condições precárias, com uma banheira contendo água, o que oferecia risco de afogamento à bebê, além de fezes de animais espalhadas pelo ambiente.

As crianças foram acolhidas pelo Conselho Tutelar e encaminhadas para uma instituição de acolhimento. Já a jovem foi presa em flagrante e conduzida à Delegacia de Polícia Civil.

Apesar das denúncias, a Polícia Militar informou que não havia outros registros policiais dessa natureza envolvendo a mulher.

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A 6ª Promotoria de Justiça de Patos de Minas informou que as crianças estão acolhidas e em segurança em uma instituição.

"Por se tratar de processo envolvendo crianças, ele está amparado por sigilo legal e suas identificações devem permanecer sigilosas", diz a nota.

Ao receber o procedimento judicial para manifestação, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) informou que regularizaria o acolhimento, conforme as formalidades judiciais e legais.

Na sequência, seria avaliada a propositura de uma ação de perda do poder familiar. Caso seja julgada como procedente, as crianças podem ser encaminhadas para adoção.

O g1 entrou em contato com o Conselho Tutelar para perguntar sobre o pai das crianças, o estado de saúde delas e quais medidas seriam adotadas para a família, mas não havia obtido retorno até a última atualização reportagem.

A reportagem procurou a Polícia Civil para verificar se a mulher havia sido ouvida e liberada ou se permanecia presa. Também perguntou se havia sido instaurado inquérito para investigar o caso e se ela também havia sido autuada por maus-tratos, mas não houve resposta até a última atualização da matéria.

O Ministério Público de Minas Gerais também foi procurado para informar se havia alguma ação em andamento envolvendo a família, de que forma acompanhava o caso e se, diante do novo registro, poderia solicitar alguma medida emergencial para garantir a segurança das crianças. O g1 não havia obtido retorno até a última atualização do texto.

*Estagiária sob supervisão de Adreana Oliveira

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