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Caso Luísa Lopes: corretora é condenada a 28 anos de prisão por atropelar e matar ciclista no ES

Adriana Felisberto Pereira (à direita) foi condenada a 28 de prisão por atropelar e matar a ciclista Luísa Lopes (à esquerda) em abril de 2022, no Espírito Santo.

G1 — Brasil · 2026-08-06T21:09:25.000Z

Adriana Felisberto Pereira (à direita) foi condenada a 28 de prisão por atropelar e matar a ciclista Luísa Lopes (à esquerda) em abril de 2022, no Espírito Santo.

A corretora de imóveis Adriana Felisberto Pereira, de 37 anos, foi condenada a 28 anos de prisão pela morte da ciclista Luísa da Silva Lopes, de 24 anos, atropelada na Avenida Dante Michelini, em Vitória, em 15 de abril de 2022.

A sentença foi lida no final da tarde desta quinta-feira (6), após dois dias de júri popular. A pena deverá ser cumprida em regime fechado e a Justiça determinou, ainda, a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) da corretora por dois anos e o pagamento de uma indenização de R$ 500 mil por danos morais. Adriana, que respondia ao processo em liberdade, teve a prisão decretada.

Juiz apontou ‘ausência de compaixão’

Em sua sentença, segundo informações da colunista Vilmara Fernandes, o juiz Carlos Henrique Rios do Amaral Filho, que presidiu o Tribunal do Júri de Vitória, destacou que a corretora “atuou de forma consciente e com indiferença em relação ao resultado, mostrando insensibilidade". Ele acrescentou, ainda, que houve "ausência de compaixão" por parte de Adriana.

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Relembre o caso

No dia 15 de abril de 2022, Luísa Lopes, de 24 anos, foi atropelada na Avenida Dante Michelini, na orla da praia de Camburi, em Vitória. Em outubro do mesmo ano, a corretora de imóveis Adriana Felisberto Pereira foi indiciada por homicídio doloso duplamente qualificado, por perigo comum e impossibilidade de defesa da vítima na modalidade de dolo eventual.

Além do consumo de bebida alcoólica, Adriana fez uso de remédio controlado antes de assumir a direção do veículo. Segundo a investigação, ela ingeriu 23 goles de cerveja e 20 de vodca antes do acidente.

Ainda de acordo com a polícia, o carro dirigido em alta velocidade por Adriana bateu na bicicleta de Luísa, que foi projetada contra o veículo, lançada para o alto e jogada na via. A modelo morreu no local.

Em um vídeo gravado momentos depois do atropelamento, a corretora aparece conversando com policiais que atenderam a ocorrência. Ao ser questionada por um deles se tinha consciência do atropelamento, Adriana Felisberto Pereira respondeu:

"Eu tenho [consciência do que aconteceu]. Quero meu carro pra trabalhar e olha como meu carro está".

Na sequência, a corretora de imóveis foi advertida por uma policial, que disse: "a senhora está preocupada com o carro, você acabou de estourar a cabeça de uma menina. Então, pelo menos, fique em silêncio". Adriana, por sua vez, respondeu:

"Eu estourei a cabeça dela porque ela passou na minha frente".

Adriana Felisberto Pereira foi condenada por atropelar e matar ciclista em Vitória, no Espírito Santo.

Quem era Luísa

Luísa Lopes, de 24 anos, morava sozinha em Jardim Camburi, em Vitória. Além de trabalhar como modelo, a jovem também estudava Oceanografia na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e era passista da escola Unidos de Jucutuquara, pela qual desfilou dias antes do atropelamento no Sambão do Povo. Por esta razão, o velório de Luísa foi realizado na quadra da agremiação, em Cariacica.

Luísa Lopes morreu após ser atropelada enquanto andava de bicicleta em uma avenida de Vitória, no Espírito Santo, em abril de 2022.

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