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Mulher é indiciada por desviar R$ 200 mil de construtora usando a própria conta bancária em MG

Delegacia da Polícia Civil em Patos de Minas

G1 — Brasil · 2026-08-06T21:48:40.000Z

Delegacia da Polícia Civil em Patos de Minas

Uma mulher, com nome e idade não divulgados, foi indiciada pela Polícia Civil suspeita de desviar cerca de R$ 200 mil de uma construtora em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. Segundo as investigações, ela usava a própria conta bancária para receber pagamentos que deveriam ter sido destinados à empresa onde trabalhava.

Segundo o relatório de indiciamento, a investigada foi contratada em abril de 2022 para trabalhar no setor de pós-vendas da construtora e, depois, passou a atuar no setor financeiro. Com acesso aos sistemas internos e aos processos de emissão e baixa de boletos, ela teria se aproveitado da posição de confiança para aplicar o esquema.

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Ainda segundo a Polícia Civil, quando clientes solicitavam a reemissão de boletos vencidos ou queriam antecipar parcelas, a funcionária alegava uma suposta instabilidade no sistema bancário e orientava que os pagamentos fossem feitos via PIX para uma chave em nome dela.

Em seguida, emitia declarações de quitação em nome da empresa e alterava o sistema interno para ocultar os desvios. Em alguns casos, segundo a investigação, ela chegou a assinar documentos sem autorização e a falsificar assinaturas dos sócios da construtora.

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Esquema foi descoberto após denúncia de cliente

O esquema foi descoberto depois que um cliente estranhou a orientação para fazer um pagamento em uma conta particular e procurou um corretor da empresa. A partir da denúncia, a construtora iniciou uma auditoria interna, que identificou divergências entre os valores pagos pelos clientes e os recursos recebidos pela empresa.

Segundo a auditoria, os desvios ocorreram entre janeiro de 2024 e novembro de 2025 e causaram um prejuízo estimado em R$ 200 mil.

Desse total, cerca de R$ 109,5 mil foram transferidos para contas da investigada, segundo a auditoria. Outros R$ 86,8 mil corresponderam a baixas e cancelamentos registrados no sistema sem a entrada dos valores nas contas da empresa.

A investigação também reuniu conversas por aplicativo de mensagens, comprovantes de PIX e depoimentos de clientes que relataram ter sido orientados a fazer pagamentos diretamente para a conta da funcionária.

Uma das testemunhas desconfiou do pedido por envolver um CPF e confirmou com a construtora que o procedimento era irregular, evitando o prejuízo.

Outras testemunhas afirmaram que fizeram as transferências e receberam recibos de quitação emitidos pela investigada.

A empresa informou à polícia que demitiu a funcionária por justa causa após tomar conhecimento das irregularidades e realizar uma auditoria interna.

Ao ser ouvida durante o inquérito, a investigada, acompanhada da advogada, exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio.

Diante das provas reunidas, a Polícia Civil a indiciou por estelionato.

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