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Caso Memphis: cláusula por atraso e pressão política no Corinthians travam assinatura da renovação

Gabriel Oliveira traz as últimas informações do Corinthians

ge — Futebol · 2026-08-06T21:34:04.000Z

Gabriel Oliveira traz as últimas informações do Corinthians

Divergências em uma cláusula do contrato, pressão política e o jogo contra o Internacional nesta quinta-feira atrasam a assinatura da renovação de contrato de Memphis Depay com o Corinthians.

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Depois da aprovação nos exames médicos realizados nos últimos dois dias, havia a expectativa de que o novo contrato do atacante holandês, com duração de dois anos, fosse finalmente assinado na quarta-feira. Isso não aconteceu e ainda não tem data certa para ocorrer.

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A diretoria do Corinthians continua vendo empecilhos em termos do contrato. O principal deles é uma cláusula que estipula que, em caso de atraso no pagamento de uma das quatro parcelas da dívida de R$ 42 milhões, o valor total deve ser quitado de uma vez só, com juros e multa.

O estafe de Memphis diz que o Corinthians não quer apresentar garantias para o pagamento da dívida nem aceitar multa e juros por atrasos. Ou seja, deseja congelar o valor atual da dívida mesmo que volte a atrasar.

Os representantes do jogador desejam ao menos uma proteção para eventual inadimplência, seja uma garantia financeira ou a possibilidade de executar o valor total.

Memphis Depay e Osmar Stabile antes de Corinthians x Peñarol

Enquanto persistem as divergências, o presidente Osmar Stabile continua sendo pressionado por aliados e figuras políticas importantes do Parque São Jorge a não dar aval à renovação.

Quem é contra o novo contrato argumenta que Memphis tem problemas físicos, apesar da aprovação nos exames, que o colocam em risco de lesões e o impedem de ter uma sequência de jogos. Esse grupo também questiona o custo-benefício do atacante.

Para eles, mesmo com as reduções na remuneração e nas bonificações no novo contrato, o holandês continua sendo muito caro para um clube em crise financeira como o Corinthians.

Sem tomar uma decisão na última quarta-feira, Stabile iniciou esta quinta ainda sem bater o martelo e usando o jogo da volta das oitavas de final da Copa do Brasil contra o Internacional como justificativa. É que, em dias de partidas, os dirigentes dizem não tratar de negociações, preferindo focar no compromisso em campo.

Houve uma reunião entre o estafe de Memphis e representantes do Corinthians na manhã desta quinta-feira, mas ainda sem desfecho.

O problema é que a negociação, que se arrasta há meses, chegou à reta final sem uma conclusão, o que tem irritado torcedores.

Stabile tem um histórico de esticar a corda. Foi assim nas contratações de Alisson e Kayky e na venda de André para o Milan. Em todos esses casos, o departamento de futebol teve autorização para tocar as conversas e fechar os acordos, mas o presidente barrou os negócios.

No departamento de futebol, há o reconhecimento de que o ideal era que Memphis já estivesse treinando no CT Joaquim Grava, até para poder se preparar para os compromissos decisivos da Conmebol Libertadores nos dias 13 e 20.

Mesmo assim, profissionais do departamento de futebol dizem encarar a demora com naturalidade, com o entendimento de que é preciso respeitar os processos burocráticos do clube.

Por lá, a sensação - ou a esperança - é de que os pontos ainda divergentes do contrato não serão capazes de melar o acordo.

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