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PF investiga ex-governador do MT Mauro Mendes por suspeita de desvio de R$ 308 mi
G1 — Brasil · 2026-08-07T01:21:40.000Z
PF investiga ex-governador do MT Mauro Mendes por suspeita de desvio de R$ 308 mi
Em Mato Grosso, a Polícia Federal fez uma operação para apurar o desvio de R$ 308 milhões dos cofres do estado. Entre os investigados, estão o ex-governador Mauro Mendes e o deputado federal Fábio Garcia, do União Brasil.
Em Cuiabá, os policiais federais fizeram buscas e apreensões na sede da Procuradoria-Geral do Estado, na casa do ex-governador Mauro Mendes, que hoje é candidato ao Senado, e também nos escritórios de advocacia em que trabalharam Ricardo Almeida, que foi nomeado desembargador durante o governo de Mauro Mendes, e Ulisses Rabaneda, hoje conselheiro do Conselho Nacional de Justiça.
O Supremo Tribunal Federal autorizou a operação que apura suspeitas de desvio de dinheiro num acordo firmado em 2025 entre o governo de Mato Grosso e o escritório de advocacia que representava a empresa de telefonia Oi.
A Oi está em recuperação judicial e não é alvo da investigação. A empresa questionava na Justiça a cobrança de cerca de R$ 690 milhões em impostos. Segundo a representação que deu origem à investigação, a Oi cedeu por R$ 80 milhões ao escritório Ricardo Almeida Advogados Associados o direito de receber os valores discutidos na ação. Meses depois, o governo do estado reconheceu a inconstitucionalidade da cobrança e concordou em pagar R$ 308 milhões para encerrar a disputa.
Em Cuiabá, os policiais federais fizeram buscas e apreensões na sede da Procuradoria-Geral do Estado, na casa do ex-governador Mauro Mendes, que hoje é candidato ao Senado
Jornal Nacional/ Reprodução
O escritório comunicou que os pagamentos deveriam ser feitos a dois fundos de investimentos, que receberam R$ 154 milhões cada. De acordo com a investigação, o dinheiro passou por fundos ligados às famílias do ex-governador Mauro Mendes e do deputado federal Fábio Garcia, do União Brasil.
O ministro Flávio Dino determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos alvos da operação, e o bloqueio de bens de R$ 316 milhões. Os investigados também terão que entregar os passaportes. O ministro destacou ainda que o acordo foi fechado sem passar pelo regime de precatórios, a fila judicial usada para o pagamento de dívidas dos governos, e precisou abrir crédito suplementar para fazer os pagamentos. Entre os crimes investigados estão desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, peculato, crimes contra o sistema financeiro nacional e uso indevido de informação privilegiada.
Ricardo Almeida declarou que a investigação se refere ao período em que ele trabalhava como advogado, e que tem absoluta segurança quanto à legalidade e à lisura de sua atuação no caso.
A Oi afirmou que a atual gestão não representou a companhia na negociação, que não teve conhecimento do teor do acordo e que está à disposição para colaborar com as autoridades.
Ulisses Rabaneda declarou que recebeu honorários por serviços quando atuava como advogado.
Mauro Mendes declarou que não cometeu nenhuma ilegalidade e que nem ele, nem a família, têm ligação com os fundos que receberam os repasses.
O Jornal Nacional não teve resposta de Fábio Garcia.
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Ex-governador Mauro Mendes e deputado Fábio Garcia são alvo de operação da PF que apura desvio de R$ 308 milhões em MT
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