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Governo tenta reduzir tensão da PF com gabinete de André Mendonça, mas impasse permanece

Montagem com fotos do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do ministro do STF André Mendonça

G1 — Brasil · 2026-08-07T10:51:54.000Z

Montagem com fotos do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do ministro do STF André Mendonça

Andressa Anholete/Agência Senado e Gustavo Moreno/STF

O governo iniciou uma tentativa de distensão com o gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio às divergências sobre o andamento das investigações do caso INSS e Master. Em reunião realizada nesta semana, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o Ministro da Justiça, Wellington Lima, se reuniram com Mendonça para discutir o fluxo de informações entre a Polícia Federal e o Supremo.

Segundo relatos feitos ao blog, o encontro foi marcado por um “desabafo” de ambos os lados. Mendonça manifestou desconforto com o fluxo de informações e com o que considera prazos demorados adotados por integrantes da Polícia Federal em casos sob sua relatoria.

A avaliação no governo é que a reunião serviu para “aparar arestas”. Ficou acertado que haverá um novo encontro, desta vez com a participação do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para definir um fluxo operacional entre as instituições. O Ministério da Justiça passou a atuar como fiador desse entendimento, reforçando que a independência da Polícia Federal permanece preservada.

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Nos bastidores, integrantes do governo afirmam que não há interesse em ampliar o desgaste com o ministro do STF. A avaliação é que o presidente Lula tem interesse na continuidade das investigações e que o momento é de reduzir a tensão institucional para permitir o avanço dos trabalhos.

Agora no g1

Apesar do esforço de aproximação, fontes da Polícia Federal avaliam que a questão central continua em aberto. Na visão de investigadores, a decisão judicial que restringiu o fluxo de informações interfere na competência da PF e pode, em tese, gerar questionamentos futuros sobre a validade de atos da investigação.

Por isso, consideram que as reuniões podem melhorar a relação institucional e definir procedimentos, mas não resolvem o impasse jurídico, que dependerá de uma nova atuação da AGU ou de modulação na decisão do ministro Mendonça sobre fim de restrições de andamento da investigação a Andrei.

A expectativa é que o diálogo continue nos próximos dias. Paralelamente, a Polícia Federal prevê reforçar suas equipes com a conclusão, no fim do mês, de um novo curso de formação de policiais federais.

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