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Eleitorado de Jundiaí cresce 16% em dez anos e chega a 337 mil pessoas aptas a votar
G1 — Brasil · 2026-08-07T10:34:49.000Z
Eleitorado de Jundiaí cresce 16% em dez anos e chega a 337 mil pessoas aptas a votar
O número de eleitores aptos a votar em Jundiaí (SP) cresceu 16,10% em dez anos, passando de 290.278 em 2016 para 337.017 em 2026, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A atualização do sistema do tribunal considera os registros feitos até 18 de julho.
As eleições gerais de 2026 definirão os cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. O primeiro turno ocorrerá em 4 de outubro e o segundo turno, onde houver necessidade para cargos majoritários, será em 25 de outubro.
Maioria dos eleitores já cadastrou a biometria em Jundiaí
Segundo o TSE, a grande maioria dos eleitores da cidade já cadastrou as impressões digitais:
Com biometria: 327.795 (97,26%);
Sem biometria: 9.222 (2,74%).
O levantamento aponta ainda que 291.246 eleitores (86,4%) têm voto obrigatório, enquanto 45.771 se enquadram no voto facultativo. Conforme o TSE, no Brasil, votar é obrigatório para maiores de 18 anos e facultativo para analfabetos, idosos acima de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos.
Em relação ao gênero, as mulheres são maioria e representam 53% do eleitorado de Jundiaí (179.218), enquanto os homens somam 47% (157.799). Além disso, 93 eleitores estão cadastrados para utilizar o nome social na urna eletrônica.
Grau de instrução
A maioria do eleitorado da cidade concluiu o ensino médio. Veja a distribuição por grau de instrução:
Ensino médio completo: 116.874 (34,68%)
Superior completo: 72.769 (21,59%)
Ensino fundamental incompleto: 47.353 (14,05%)
Ensino médio incompleto: 36.683 (10,88%)
Superior incompleto: 29.917 (8,88%)
Ensino fundamental completo: 24.373 (7,23%)
Lê e escreve: 6.211 (1,84%)
Analfabeto: 2.837 (0,84%)
Entre os campos autodeclarados pelos eleitores, o TSE registra os seguintes números para cor/raça em Jundiaí:
Branca: 34.660 eleitores (67,83%);
Parda: 12.638 (24,73%);
Preta: 3.318 (6,49%);
Amarela: 436 (0,85%);
Indígena: 49 (0,1%).
Sobre autodeclaração quilombola:
Não: 51.089 (99,98%);
Sim: 12 (0,02%).
Já em relação à identidade de gênero, a situação é a seguinte:
Cisgênero: 46.036 (90,09%);
Prefere não informar: 4.864 (9,52%);
Transgênero: 201 (0,39%).
🔎 Pessoa cisgênero é aquela que se identifica com o sexo atribuído no nascimento. Já a pessoa transgênero se identifica com um gênero diferente daquele atribuído ao nascer.
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Análise do perfil eleitoral
Imagem aérea de Jundiaí
A socióloga e pesquisadora Erica Regina avalia que o crescimento populacional de Jundiaí impacta diretamente o número de eleitores da cidade. "Jundiaí tem um crescimento muito grande, populacional. Isso obviamente refletiu também no aumento do número de eleitores na cidade, até porque não é um crescimento por natalidade, mas por deslocamento", afirma.
Ela relaciona esse crescimento à colocação de Jundiaí entre as cidades com melhor qualidade de vida do país. "Jundiaí está no ranking da segunda melhor cidade do Brasil para se viver. E olha que nós temos mais de mil cidades no país. Só no estado de São Paulo, são quase 700 municípios. Jundiaí tem um índice de desenvolvimento humano excelente", explica.
Para a pesquisadora, o bom desempenho nos indicadores sociais também se reflete na participação política da população. "Do ponto de vista de participação política, isso acaba refletindo. Jundiaí tem uma faixa muito grande de eleitores que precisam votar de forma obrigatória. Cerca de 85% a 87% do eleitorado tem voto obrigatório. Isso faz bastante diferença", pontua.
Segundo Erica Regina, esse perfil eleitoral altera diretamente o cenário político local. A socióloga ressalta ainda que, com exceção dos dados sobre pessoas transgênero, os demais indicadores de gênero e idade do eleitorado de Jundiaí acompanham a média nacional.
"Os demais dados relativos a gênero e idade também batem muito com o Brasil, de um modo geral. Quando a gente compara Jundiaí com o restante do país, principalmente com os municípios paulistas de maior destaque, ela acaba tendo os mesmos dados, muito semelhantes, com um crescimento muito parecido com o dos demais", afirma.
A especialista aponta ainda que a alta proporção de eleitores com voto obrigatório e a localização de Jundiaí ampliam a relevância do município no cenário estadual.
"Acho que a coisa mais relevante é que Jundiaí vai ficando politicamente mais importante. Ela também está de uma forma muito estratégica entre cidades grandes, como Sorocaba e Campinas. Sorocaba é a segunda maior cidade do interior".
"Jundiaí está próxima de Guarulhos, próxima de São Paulo. Ela está num lugar muito estratégico, perto de grandes centros, e com isso também ganha muito na articulação política e no próprio papel do município dentro do estado de São Paulo e do Brasil como um todo", finaliza.
Vista aérea da cidade de Jundiaí (SP)
Prefeitura de Jundiaí/Divulgação
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