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Vacinação contra o sarampo é reforçada em São Paulo
G1 — Brasil · 2026-08-07T11:41:09.000Z
Vacinação contra o sarampo é reforçada em São Paulo
A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou nesta sexta-feira (7) que o número de casos de sarampo no estado subiu para 23 em menos de uma semana.
Quatro dias atrás, na segunda-feira (3), o total somava 16 casos, mas em quatro dias sete novos casos foram registrados. Os sete novos casos são todos na capital, segundo a Secretaria Estadual da Saúde.
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Desses 23 casos, dois são importados e os demais estão relacionados à importação, embora ainda não tenha sido identificada a fonte de infecção, segundo a secretaria.
Até o momento, 14 pacientes não possuíam histórico de vacinação ou estavam com o esquema vacinal incompleto, disse a pasta.
Desde a segunda (3), o governo paulista promove uma campanha de multivacinação com foco na aplicação de vacina do sarampo e da poliomielite na população, mas na capital paulista há muita reclamação de falta de vacinas nos postos da capital paulista.
A gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou nesta sexta (7) que enviou 150 mil novas doses da vacina tríplice viral para a capital paulista e 80 mil doses para o município de São Bernardo do Campo na tarde desta quinta-feira (6).
A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. A SES-SP ressalta que os municípios são responsáveis por adotar as estratégias e ações específicas para o armazenamento e o remanejamento das doses entre as unidades de saúde.
Recomendação de 6 meses e 59 anos
Vacina do sarampo na cidade de São Paulo.
Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) recomendou nesta sexta-feira (31) que todos os moradores com idade entre 6 meses e 59 anos das cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo sejam vacinados contra o sarampo. A orientação vale mesmo para quem já recebeu o imunizante anteriormente.
Segundo a pasta, a medida segue uma recomendação do Ministério da Saúde e busca conter o avanço da doença.
Nos outros 642 municípios paulistas, será realizada uma campanha de multivacinação voltada a crianças e adolescentes de até 15 anos.
“A estratégia foi definida após a identificação de casos da doença, que indicam uma cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus nessas localidades”, disse o governo federal em comunicado distribuído nesta terça-feira (28).
As vacinas contra o sarampo e a poliomielite estarão disponíveis em todos os postos de saúde do estado a partir da próxima segunda-feira (3), quando a gestão estadual inicia uma campanha de multivacinação.
Cobertura vacinal baixa
Pessoa com sarampo
Os índices de cobertura da tríplice viral permanecem abaixo da meta do Ministério da Saúde. Neste ano, a primeira dose alcançou 77,5% de cobertura e a segunda, 65,5%. A meta é de 95% para ambas. Em 2025, os percentuais eram de 94% e 84,4%, respectivamente.
Além das vacinas contra poliomielite e sarampo, estarão disponíveis durante a campanha todos os imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação, incluindo BCG, hepatite B, pentavalente, rotavírus, pneumocócica conjugada, meningocócicas C e ACWY, influenza, Covid-19, febre amarela, varicela, DTP, hepatite A e HPV.
"A campanha reforça a importância de manter a vacinação em dia, especialmente entre crianças e adolescentes. Neste momento, ampliar a cobertura da vacina contra o sarampo é fundamental para interromper a circulação do vírus e proteger a população", afirmou Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP).
A Secretaria de Estado da Saúde também disponibiliza o portal Vacina 100 Dúvidas, que reúne respostas às perguntas mais frequentes sobre vacinação, com informações sobre eficácia dos imunizantes, possíveis efeitos adversos, doenças imunopreveníveis e os riscos da não vacinação.
São Paulo é o único estado com surto ativo
De acordo com o Ministério da Saúde, São Paulo é atualmente o único estado brasileiro com casos confirmados de sarampo, situação que caracteriza um surto ativo.
Segundo a pasta, esse cenário ocorre quando há casos interligados que formam uma cadeia de transmissão do vírus em uma ou mais regiões.
A diretora do CVE afirma que ainda não foi possível identificar a origem da cadeia de transmissão dos casos registrados no estado.
"Estamos considerando esses casos como relacionados à importação por conta do sequenciamento do tipo viral identificado. Até o momento, nós não sabemos qual foi a fonte inicial. Precisamos passar algumas semanas sem confirmação de novos casos para dizer que conseguimos interromper todas essas cadeias de transmissão", explicou.
O Brasil recebeu pela primeira vez, em 2016, o certificado de eliminação do sarampo concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), após permanecer um ano sem circulação sustentada do vírus.
O país perdeu esse reconhecimento em 2019, quando registrou cerca de 18 mil casos da doença, e recuperou o certificado em 2024. O aumento de casos em São Paulo, no entanto, volta a acender o alerta das autoridades de saúde para a importância da vacinação.
Casos de sarampo na capital paulista em 2026
Ministério Municipal da Saúde