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Justiça ouve réus em última audiência de processo por estupro coletivo em Copacabana

Os quatro réus pelo crime de estupro coletivo de uma menor de idade em Copacabana, na Zona Sul do Rio, em janeiro deste ano, participam nesta sexta-feira (6) da última audiência do processo no Tribunal de Justiça do Rio.

G1 — Brasil · 2026-08-07T14:24:54.000Z

Os quatro réus pelo crime de estupro coletivo de uma menor de idade em Copacabana, na Zona Sul do Rio, em janeiro deste ano, participam nesta sexta-feira (6) da última audiência do processo no Tribunal de Justiça do Rio.

Em julho, foram ouvidas todas as testemunhas de acusação. Nesta sexta, serão ouvidas as testemunhas de defesa e os depoimentos dos quatro réus adultos acusados pelo crime:

Bruno Felipe dos Santos Allegretti

João Gabriel Xavier Bertho

Matheus Verissimo Zoel Martins

Vitor Hugo Oliveira Simonin

Os quatro réus respondem por estupro coletivo e cárcere privado qualificado na 1ª Vara Especializada de Crimes contra a Criança e Adolescente (Veca).

Réus por estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, em janeiro de 2026

Matheus e Vitor Hugo respondem a outras acusações de estupro, que chegaram à 12ª DP (Copacabana) após o caso ser divulgado.

Atualmente, todos eles estão presos no Presídio Juíza de Direito Patrícia Acioli, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.

Após o fim das audiências, o Ministério Público terá 10 dias para enviar suas alegações finais, seguido do mesmo prazo para que as defesas também apresentem seus argumentos.

Só depois disso, o caso será avaliado pelo juiz responsável pelo caso na Veca.

Um adolescente envolvido no crime também foi levado à Justiça e teve a internação determinada pela Vara da Infância e Juventude da Capital.

Na ocasião, a juíza Vanessa Cavalieri destacou a gravidade do crime e determinou que ele fosse internado compulsoriamente em uma unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase).

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Relembre o caso

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Segundo as investigações, uma adolescente de 17 anos foi até um apartamento de Simonin, em Copacabana, a fim de se encontrar com outro menor de idade, com quem já havia tido um relacionamento anterior. Na ocasião, ele disse que estaria no local com dois amigos.

Dentro do quarto, a adolescente e o seu colega estavam transando de forma consentida quando o quarto foi invadido pelos quatro réus.

Imagens de câmeras de segurança mostram envolvidos em estupro coletivo de adolescente em Copacabana

Após uma tentativa de resistência, a vítima, de acordo com as investigações, foi intimidada e subjugada com socos, tapas, chutes e puxões de cabelo. A menor ainda foi trancada por determinado período do quarto para que não saísse.

Apesar dos pedidos da vítima, a denúncia do Ministério Público aponta que os quatro réus agiram "em perfeita comunhão de ações" para forçarem a vítima a diversas práticas sexuais, ignorando os pedidos da adolescente para que parassem.

Defesas alegam consentimento e questionam vítima

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Durante o processo, as defesas dos réus alegaram que a relação sexual foi consentida e negaram que os quatro homens tenham cometido o estupro coletivo.

Em audiências, foram convocados como testemunhas delegados e até magistrados para atestar o caráter dos acusados, alegando que nenhum deles seria capaz de cometer o crime.

Além disso, a defesa de Matheus Veríssimo alegou que dois diferentes diagnósticos de problemas psiquiátricos tornariam o depoimento da vítima "absolutamente contraditório" e lançariam "fundada suspeita sobre a credibilidade das informações".

Mattheus Verissimo Zoel Martins na chegada à delegacia de Copacabana

A defesa incluiu no processo o parecer de um médico que alegou que essas patologias poderiam levar a condutas de risco e impulsividade.

No entanto, o juiz João de Sá indeferiu a tese da defesa e manteve válido o depoimento da vítima, o que manteve a prisão preventiva dos réus.

Segundo ele, ela foi avaliada por uma perita legista poucas horas após o crime. A profissional afirmou que a jovem estava "lúcida e orientada, sem indícios de perturbação da saúde mental".

Ele ainda considerou genérico o parecer apontado pela defesa de Matheus e afirmou que a narrativa possuía consistência e era corroborada pelas provas periciais que comprovaram as agressões sofridas pela vítima, entre escoriações, equimoses e outras lesões.

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