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Marcelo Pinheiro da Silva foi capturado em sua residência após ter a prisão solicitada pelo Ministério Público (MP).
G1 — Brasil · 2026-08-07T14:20:52.000Z
Marcelo Pinheiro da Silva foi capturado em sua residência após ter a prisão solicitada pelo Ministério Público (MP).
O inspetor de alunos investigado por estuprar e ameaçar crianças de cinco anos em uma escola municipal de Itanhaém, no litoral de São Paulo, foi preso pela Polícia Militar (PM). Segundo apurado pelo g1, Marcelo Pinheiro da Silva, 35 anos, foi capturado na casa dele após ter a prisão solicitada pelo Ministério Público (MP).
Marcelo estava afastado preventivamente das atividades na unidade de ensino. Ele foi alvo de denúncias por diversas famílias na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Itanhaém, que investigam os casos. A prefeitura também apura a situação.
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Devido às denúncias, o MP pediu a prisão preventiva do suspeito à Justiça. A ordem foi cumprida pelos agentes de Força Tática do 29° Batalhão do Interior (29°BPM/I) por volta das 23h desta quinta-feira (6), sendo que o homem não ofereceu resistência.
Ele foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, posteriormente, à delegacia. O g1 solicitou mais informações à Secretaria de Segurança Pública (SSP) sobre as investigações, mas não teve retorno.
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Segundo o boletim de ocorrência, os supostos abusos aconteceram em 20 de julho, dentro de uma sala próxima ao local onde as lancheiras são guardadas em uma escola municipal de Itanhaém.
O caso veio à tona após a mãe de um menino de cinco anos perceber mudanças no comportamento do filho, que passou a evitar contato físico, apresentar dores e lesões na região dos glúteos.
Depois de insistir, a criança contou que foi levada por um homem a uma sala da escola, onde o suspeito teria cometido o abuso sob o pretexto de "tirar um mosquito" do corpo do menino. A vítima também relatou que foi ameaçada de morte para não contar o ocorrido.
Dias depois, a mãe de outra criança, também de cinco anos, procurou a polícia após descobrir que a filha apresentava dores na região íntima e, ao ser questionada, confirmou ter sido levada para a mesma sala.
Em seguida, a menina mudou a versão e disse que tinha medo de que os pais morressem caso revelasse o que havia acontecido. Os dois casos foram registrados na polícia e passaram a ser investigados como possíveis abusos ocorridos dentro da unidade escolar.
Secretaria de Educação de Itanhaém instaurou um processo administrativo
O que diz a prefeitura?
O g1 solicitou um posicionamento à Prefeitura de Itanhaém sobre a prisão do suspeito, mas não teve retorno até a última atualização da reportagem.
Anteriormente, a administração havia informado que instaurou um processo administrativo para apurar o caso. Em nota, a Secretaria de Educação de Itanhaém disse que repudia qualquer conduta que atente contra a integridade de seus alunos e “trata o caso com máxima prioridade e rigor”.
Segundo a administração municipal, o funcionário foi afastado assim que a secretaria foi informada sobre as denúncias. Além disso, um processo administrativo foi instaurado para apurar os fatos, enquanto a prefeitura mantém suporte e acolhimento contínuo às famílias.
“A Secretaria de Educação já colocou à disposição da Polícia Civil a íntegra das imagens do sistema de monitoramento eletrônico da unidade escolar e os relatórios técnicos da equipe do local, colaborando irrestritamente com as investigações”, informou a pasta.