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Sinal universal de socorro: o que fazer ao ver gesto usado por vítima de violência no PR
G1 — Brasil · 2026-08-07T15:50:57.000Z
Sinal universal de socorro: o que fazer ao ver gesto usado por vítima de violência no PR
O agressor da mulher que foi socorrida após fazer o sinal universal de socorro e receber ajuda de testemunhas em Pitanga, na região central do Paraná, também está sendo investigado pelo crime de cárcere privado. A informação foi revelada nesta sexta-feira (7) pelo delegado William Gama Assunção.
Segundo ele, na segunda-feira (3), após invadir a casa da ex-companheira, o homem a manteve sobre o controle dele por aproximadamente 6 horas e a agrediu com socos, chutes e com um cabo de vassoura. Em seguida, ele a obrigou a sair com ele rumo à casa do atual namorado dela para "tirar satisfação".
Foi nesse trajeto que ela fez o gesto que simboliza o pedido de socorro. Testemunhas viram e pararam para ajudá-la e levá-la até a polícia. A cena foi registrada por câmeras de segurança. Assista no vídeo acima.
O g1 optou por não divulgar o nome dele para proteger a identidade da vítima.
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O homem foi preso ainda na segunda-feira (3), mas na terça (4) foi liberado pela Justiça a pedido do Ministério Público (MP) após passar por audiência de custódia. Ele não precisou pagar fiança e, apesar de ter que cumprir algumas medidas cautelares, não foi proibido de manter contato ou se aproximar da vítima. Saiba mais abaixo.
Sinal universal de socorro: O que fazer ao ver gesto
Na quarta-feira (5), um dia após ser solto, ele apedrejou a casa da família da vítima, os ameaçou e danificou o carro dela.
Após o episódio, a mulher pediu uma medida protetiva contra o agressor e a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do homem. Ele, então, foi detido na quinta-feira (6), agora por tempo indeterminado.
De acordo com o delegado, o homem está sendo investigado pelos crimes de lesão corporal e ameaça, no contexto de violência doméstica, dano qualificado e cárcere privado.
O g1 apurou que o autor dos ataques já tem uma passagem na polícia por violência doméstica em 2017, contra uma outra vítima. Esse inquérito foi arquivado. Em 2022, ele teve uma nova passagem pelo crime de ameaça, caso que ainda não foi julgado. Como nenhuma das denúncias contra o homem teve processo de julgamento concluído na Justiça, ele é considerado réu primário.
Agressor de mulher que fez sinal universal de socorro apedreja casa da família da vítima e é preso novamente
O g1 questionou o Ministério Público do Paraná (MP-PR) o porquê de o órgão ter pedido a soltura do hoem, após a primeira prisão. Veja a nota enviada pela promotoria:
"Inicialmente, o Ministério Público do Paraná manifestou-se pela concessão de liberdade provisória ao autuado, por entender que, naquele momento, não estavam presentes os requisitos legais para a decretação da prisão preventiva. O investigado era primário e, embora houvesse registros de inquéritos policiais anteriores, todos haviam sido arquivados, sem oferecimento de denúncia, e referiam-se a fatos ocorridos cerca de nove anos antes.
Na ocasião, o entendimento do MPPR foi de que a fixação de fiança, aliada à imposição de medidas protetivas de afastamento e de proibição de aproximação da vítima, seria suficiente para resguardar a ordem pública e assegurar a proteção da ofendida, nos termos da legislação vigente.
Entretanto, o magistrado de primeiro grau não acolheu os requerimentos ministeriais e concedeu liberdade provisória sem o arbitramento de fiança e sem a imposição das medidas protetivas, ao considerar que a própria vítima havia manifestado desinteresse em relação a elas. Ressalte-se, contudo, que, independentemente da manifestação da ofendida, o Ministério Público possui legitimidade e autonomia para requerer tais medidas, razão pela qual assim procedeu.
Diante desse cenário, o Promotor de Justiça acionou a rede de proteção e os órgãos de assistência à vítima e, em contato com a autoridade policial, solicitou a realização de nova oitiva da ofendida. As diligências permitiram identificar que, após ser colocado em liberdade, o investigado manteve comportamento violento, praticando novas condutas criminosas.
Em razão desses fatos supervenientes, o Ministério Público do Paraná passou a se manifestar pela decretação da prisão preventiva do investigado. O pedido foi acolhido pelo Poder Judiciário, sendo o mandado de prisão posteriormente cumprido".
Qual é o sinal?
Sinal de socorro usado por mulheres em situação de perigo
O gesto feito pela mulher é conhecido como o "sinal universal de socorro".
Silencioso, justamente para não ser percebido pelo agressor, ele consiste em deixar a mão com a palma para fora, dobrar o polegar para dentro e fechar os outros quatro dedos sobre ele. A ideia é que quem veja a situação entenda que a mulher está sendo vítima de violência e a ajude.
Abordagem após sinal
Segundo a Polícia Militar (PM), a mulher contou que o ex-companheiro invadiu a casa dela e a agrediu com socos, chutes e com um cabo de vassoura.
O relato aponta que ele ainda a obrigou a ir com ele até a casa do atual namorado, "para tirar satisfação" — e foi nesse trajeto que ela lembrou do sinal de socorro e conseguiu ajuda.
"A mulher tinha sido agredida pelo ex-companheiro, que tinha invadido a casa e, por questões de ciúme do atual companheiro dessa vítima, a agrediu e a levou para tomar satisfações no outro endereço, onde reside o atual companheiro da vítima. Nesse percurso entre a casa da vítima e a casa do atual companheiro, foi que ela conseguiu pedir ajuda através de sinais ao indivíduo que passava na rua", detalhou o delegado William Gama Assunção.
Testemunhas que passavam de carro pelo local viram o sinal, pararam o veículo e abordaram o casal. As testemunhas notaram que a mulher apresentava lesões aparentes e, ao ser questionada, a vítima pediu que a polícia fosse acionada.
Ela entrou no carro e o agressor quis acompanhá-la. Eles foram até a Companhia da Polícia Militar de Pitanga, onde a corporação constatou que se tratava de um caso de lesão corporal no contexto de violência doméstica e familiar.
O agressor alegou que houve uma discussão e afirmou que as agressões foram mútuas.
A vítima foi encaminhada ao hospital para atendimento médico.
Vítima de violência faz sinal de socorro, é ajudada por testemunhas e homem é preso
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