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Inpe: Alertas de desmatamento caem 36,9% na Amazônia e 7,8% no Cerrado

Foto aérea mostra uma área desmatada durante uma operação de combate ao desmatamento perto de Uruara, Estado do Pará, em 21 de janeiro de 2023.

G1 — Brasil · 2026-08-07T19:15:10.000Z

Foto aérea mostra uma área desmatada durante uma operação de combate ao desmatamento perto de Uruara, Estado do Pará, em 21 de janeiro de 2023.

A área sob alerta de desmatamento caiu 36,87% na Amazônia e 7,8% no Cerrado entre agosto de 2025 e julho de 2026, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (7) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Na Amazônia, o Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) registrou 2.874,38 km² sob alerta no período.

É o menor valor da série histórica para o ciclo de agosto a julho.

No Cerrado, foram 5.119,46 km², contra cerca de 5.555 km² no ciclo anterior. Apesar da queda, a área sob alerta no bioma continua bem acima da registrada na Amazônia.

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A redução mais expressiva ocorreu na Amazônia. No ciclo anterior, entre agosto de 2024 e julho de 2025, os alertas haviam somado cerca de 4.495 km². Agora, caíram para 2.874 km².

No Cerrado, a redução foi mais moderada: de cerca de 5.555 km² para 5.119 km².

"É um número extremamente positivo, importante para a floresta, para a imagem do país e para o clima no mundo. Enquanto grandes nações viram as costas para a agenda climática, o Brasil está colocando um resultado concreto na mesa", afirmou ao g1 Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima.

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Deter x Prodes

🚨 A medição oficial do desmatamento na Amazônia é feita pelo Prodes, sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que calcula anualmente a área de floresta efetivamente desmatada.

Já o Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) funciona como uma ferramenta de alerta.

Ele produz sinais diários de alteração na cobertura florestal em áreas maiores que 3 hectares (0,03 km²), identificando tanto áreas totalmente desmatadas quanto aquelas em processo de degradação, como exploração de madeira, mineração e queimadas.

Por isso, os dados do Deter não representam a taxa oficial de desmatamento: eles servem principalmente para indicar onde a destruição da floresta está acontecendo e orientar ações de fiscalização.

O número oficial é calculado posteriormente pelo Prodes e costuma ser superior à área apontada pelos alertas do Deter.

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