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Durante o evento no INPE, em São José dos Campos, Lula afirmou que o país atingirá a meta de zerar o desmatamento até 2030
G1 — Brasil · 2026-08-07T21:02:54.000Z
Durante o evento no INPE, em São José dos Campos, Lula afirmou que o país atingirá a meta de zerar o desmatamento até 2030
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), nesta sexta-feira (7), onde participou da divulgação dos dados oficiais sobre o desmatamento no Brasil e das comemorações pelos 65 anos da instituição.
Esta foi a terceira visita de Lula ao Vale do Paraíba em menos de um mês. Antes, o presidente esteve em São José dos Campos para conhecer uma turbina movida a etanol desenvolvida no país e também visitou a fábrica da Avibras, em Jacareí, após a retomada da produção.
Durante cerca de uma hora de discurso, Lula elogiou o trabalho do INPE, defendeu investimentos em pesquisa científica, comentou a redução do desmatamento e voltou a falar sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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Ele afirmou que pretende usar os dados produzidos pelo instituto para responder às críticas feitas ao Brasil na área ambiental - veja abaixo.
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INPE e defesa da ciência
Lula abriu o discurso elogiando o trabalho desenvolvido pelo INPE e afirmou que o instituto é motivo de orgulho para o país.
"O INPE é uma instituição invejável e não fica a dever a nenhuma outra instituição para a finalidade para a qual foi criada."
O presidente também afirmou que políticas públicas precisam ser baseadas em dados científicos e criticou decisões tomadas sem informações técnicas.
Mais adiante, voltou a defender investimentos em pesquisa.
"A gente precisa convencer os negacionistas de que investir em pesquisa não é jogar dinheiro fora. Investir em pesquisa é apostar que a gente acredita na nossa capacidade de fazer coisas novas e de melhor qualidade."
Queda do desmatamento
Ao comentar os dados apresentados durante o evento, Lula afirmou que o governo está no caminho para cumprir a meta de zerar o desmatamento até 2030.
Segundo ele, os resultados só são possíveis com investimento, planejamento e atuação conjunta entre União, estados e municípios.
"Os números estão indicando que, se a gente continuar no ritmo que está, com a seriedade que está e colocando os recursos necessários, a gente pode atingir."
A área sob alerta de desmatamento na Amazônia caiu 36,87% entre agosto de 2025 e julho de 2026 e atingiu o menor nível da série atual do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Inpe.
No Cerrado, também houve redução, mas em ritmo menor: os alertas caíram 7,8%, para 5.119,46 km² entre agosto do ano passado e julho deste ano.
"Quero mandar uma fotografia para o Trump"
Um dos momentos do discurso, Lula pediu que os gráficos apresentados durante o evento fossem colocados novamente na tela.
"Depois é preciso colocar aqueles gráficos que vocês colocaram, que eu quero tirar uma fotografia para mandar para o Trump."
Na sequência, o presidente relembrou encontros que teve com o presidente norte-americano e afirmou que sempre foi tratado com respeito.
"Eu e o Trump já tivemos algumas reuniões. Ele sempre me tratou com muito respeito. Eu trato ele com muito respeito."
Defesa do INPE diante das críticas dos EUA
Ao encerrar a cerimônia, Lula afirmou que escolheu o aniversário de 65 anos do INPE para reforçar a importância da instituição e disse que pretende usar os dados produzidos pelo instituto nas comunicações oficiais com os Estados Unidos.
"Eu vim aqui fazer, do aniversário de 65 anos do INPE, a minha bandeira de defesa contra os estardalhaços dos Estados Unidos contra o Brasil."
Em seguida, acrescentou:
"Agora, cada correspondência que a gente mandar para os Estados Unidos, a gente manda os dados do INPE."
Homenagem a pesquisador e brincadeiras sobre idade
Durante o evento, Lula homenageou o pesquisador Luiz Bevilacqua Cartaxo, que recebeu o título de doutor honoris causa do instituto. O presidente brincou sobre a própria idade e incentivou o cientista a continuar trabalhando.
"Você só tem 74 anos, cara. Eu tenho 80."
Depois, afirmou que pretende viver até os 120 anos e disse que o segredo é manter uma causa e continuar ativo.
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