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Estação Santo Amaro da Linha 5-Lilás, administrada pela empresa Viamobilidade.
G1 — Brasil · 2026-08-08T06:00:22.000Z
Estação Santo Amaro da Linha 5-Lilás, administrada pela empresa Viamobilidade.
A Estação Santo Amaro, da Linha 5-Lilás do Metrô, fica a 17,5 metros de altura sobre o Rio Pinheiros e a Marginal Pinheiros, na Zona Sul de São Paulo. Em dias de vento forte, enquanto os passageiros seguem viagem, um equipamento instalado no alto da estrutura acompanha a velocidade das rajadas e ajuda a definir os procedimentos da operação.
O sistema é uma das tecnologias usadas no transporte metroviário na capital para lidar com eventos climáticos. Com a previsão de ventos de até 100 km/h neste sábado (8), a Defesa Civil emitiu um alerta para a capital, Grande São Paulo, litoral paulista e Vale do Paraíba.
O Metrô de São Paulo informou que mantém sistemas de monitoramento meteorológico e protocolos específicos para situações de ventos intensos e chuvas fortes em todas as linhas administradas pela companhia (leia mais abaixo).
Já a concessionária Motiva, responsável por operar as linhas 4 e 5 do metrô, e as linhas 8 e 9 dos trens, afirmou que conta com sensores de monitoramento de vento, além do Centro de Controle Operacional receber boletins meteorológicos com até três dias de antecedência (leia mais abaixo).
A ideia é acompanhar as condições do tempo e permitir que as equipes adotem medidas preventivas, quando necessário, para garantir a segurança dos passageiros e a continuidade da operação.
Vista do anemômetro fixado na estrutura da Estação Santo Amaro, da Linha 5-Lilás.
O sistema da Linha 5-Lilás
Na Linha 5-Lilás, operada pela Motiva, o monitoramento é feito pelo Sistema de Monitoramento de Ventos (SMV) instalado na estação Santo Amaro.
Um anemômetro — equipamento usado para medir a velocidade do vento — fica no topo da estrutura e envia informações em tempo real para o Centro de Controle Operacional.
O sistema divide a intensidade dos ventos em três níveis:
Verde: até 60 km/h, quando a operação segue normalmente;
Amarelo: entre 60 km/h e 80 km/h, quando as equipes acompanham a situação com atenção;
Vermelho: acima de 80 km/h, quando podem ser adotadas medidas como redução da velocidade dos trens ou interrupção temporária da circulação.
A estação Santo Amaro tem uma característica que torna o monitoramento ainda mais importante: ela foi construída sobre uma ponte estaiada e é considerada a primeira estação metroviária do mundo com esse tipo de estrutura.
Segundo a Motiva, os protocolos preventivos contra ventos fortes foram acionados dez vezes entre 2024 e 2025. A concessionária afirma que as medidas contribuíram para manter a segurança dos cerca de 600 mil passageiros transportados diariamente pela Linha 5-Lilás, sem impactos significativos na operação.
Na Linha 15-Prata, que é uma linha de monotrilho, o Metrô utiliza sensores de vento que permitem o acompanhamento das condições climáticas em tempo real pelo Centro de Controle Operacional.
Na Linha 17-Ouro, que também é um sistema monotrilho, as equipes utilizam informações da estação meteorológica do Aeroporto de Congonhas para acompanhar as condições do tempo.
Na prática, os dados ajudam os operadores a tomar decisões antes que uma mudança brusca no clima afete a circulação dos trens.
Trens em teste da Linha 17-Ouro do Monotrilho, na Marginal do Pinheiros, na Zona Sul de São Paulo.
Alerta da Defesa Civil
Na quinta (6), o governo de São Paulo instalou um Gabinete de Crise para monitorar os impactos da chegada de uma frente fria ao estado. A medida foi anunciada pela Defesa Civil, que também emitiu alerta para todo o estado devido à previsão de ventos fortes nos próximos dias.
Segundo a Defesa Civil, a passagem de um ciclone extratropical pelo Sul do país deve provocar rajadas de até 100 km/h na capital, Grande São Paulo, litoral paulista e Vale do Paraíba. No interior do estado, os ventos podem chegar a 60 km/h.
O órgão recomenda que moradores evitem ficar próximos a árvores, postes e estruturas metálicas durante períodos de ventania. A orientação é não permanecer em áreas abertas durante temporais e não atravessar ruas alagadas ou enfrentar enxurradas.
Em caso de emergência, os telefones são:
Defesa Civil: 199
Corpo de Bombeiros: 193