ITATIBA1

'Baby boom': 11 funcionárias de maternidade engravidam ao mesmo tempo em MS

'Baby boom': 11 funcionárias de maternidade engravidam ao mesmo tempo em MS

G1 — Brasil · 2026-08-08T08:00:19.000Z

'Baby boom': 11 funcionárias de maternidade engravidam ao mesmo tempo em MS

Imagine trabalhar em uma maternidade e, de repente, descobrir que 11 colegas de equipe também estão grávidas. A cena, que poderia parecer coincidência, virou realidade na Maternidade Cândido Mariano, em Campo Grande. Veja o vídeo acima.

Entre técnicas de enfermagem, enfermeiras e enfermeiras obstetras, as futuras mães vivem a gestação lado a lado, dividindo dúvidas, alegrias e expectativas enquanto ajudam outras mulheres a trazer filhos ao mundo.

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp

🔎🤰A situação inusitada fez a maternidade reorganizar a rotina de trabalho para manter o atendimento às pacientes. Como a legislação impede que gestantes atuem em áreas hospitalares consideradas insalubres, todas as futuras mães foram remanejadas para funções administrativas. Com isso, a unidade precisou contratar profissionais para substituir a equipe durante as gravidezes e as licenças-maternidade.

Da primeira gestação ao sonho de ser mãe

7 das 11 grávidas na maternidade Cândido Mariano.

A primeira gestação da técnica de enfermagem Thaís da Silva Magri é uma dessas histórias. Há sete meses, ela recebeu a notícia que tanto esperava.

"Foi uma alegria muito grande. Era uma gravidez planejada, mas quando a gente vê aquele teste positivo, a emoção é enorme", conta.

O que ela não imaginava era que, pouco tempo depois, outras colegas também começariam a anunciar a gravidez.

Segundo a coordenadora de enfermagem da maternidade, Viviane Wolff, as confirmações foram acontecendo aos poucos, já que cada profissional está em um estágio diferente da gestação.

"Quando percebemos, já tínhamos 11 gestantes na instituição. Foi uma surpresa para todos", afirma.

Sonhos realizados e histórias de superação

Por trás do número curioso, há histórias marcadas por desafios e conquistas. A enfermeira Jéssica Brandão, que está grávida de seis meses, conta que esperou anos para realizar o sonho de ser mãe. Durante esse período, sofreu três perdas gestacionais.

As dificuldades levaram ao diagnóstico de trombofilia e da Síndrome de Sjögren, uma doença autoimune. Após iniciar o tratamento, conseguiu engravidar novamente.

"Graças a elas eu descobri que eu tenho trombofilia. Agora seguramente estamos aí prosseguindo nessa gestação."

Já a enfermeira obstetra Isabella Mesquita está no nono mês de gravidez e aguarda a chegada do bebê a qualquer momento.

O primeiro filho nasceu de forma inesperada, em um parto domiciliar, e ela acredita que a segunda gestação também pode terminar rapidamente. Mesmo assim, já deixou tudo planejado caso precise de atendimento hospitalar.

"A ansiedade está enorme. Minha filha pergunta todos os dias quando o irmão vai nascer. Agora é só esperar a hora chegar", afirma.

Mudança na rotina de trabalho

Apesar de continuarem trabalhando durante a gravidez, as profissionais deixam o atendimento direto às pacientes assim que a gestação é confirmada.

Segundo Viviane Wolff, a legislação impede que gestantes permaneçam em ambientes considerados insalubres, como setores hospitalares.

Com isso, elas são remanejadas para funções administrativas até o início da licença-maternidade. Para manter o atendimento, a maternidade também precisa contratar profissionais temporários para substituir as servidoras durante esse período.

Apoio dentro e fora do trabalho

Além da coincidência de viverem a gravidez ao mesmo tempo, as futuras mães dizem que a convivência diária faz diferença.

Cada uma está em uma fase diferente da gestação, o que permite trocar experiências, compartilhar dúvidas e tranquilizar umas às outras. Foi assim que Jéssica descobriu que uma amiga da equipe também estava grávida.

As duas fizeram ultrassom na maternidade e comemoraram juntas ao perceber que viveriam essa fase ao mesmo tempo.

"Foi um momento de muita emoção. Trabalhar aqui traz uma sensação de segurança. Se surgir qualquer dúvida, temos médicos e colegas por perto para nos ajudar. É um privilégio", conta.

Para Thaís, que será mãe pela primeira vez, a expectativa é aprender na prática tudo o que, até hoje, ensinou às pacientes.

"A gente fica curiosa para saber como será quando o bebê nascer e se vai conseguir aplicar em casa tudo aquilo que orientava no trabalho. É tudo novo para mim, então a expectativa é muito grande de que seja uma experiência linda."

Leia no Itatiba1 →