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Editora aposta em escritor amapaense no Prêmio Jabuti 2026, principal premiação da literatura brasileira

Ravison Dilam é o escritor da obra "O Ipê Amarelo: Flores da Resistência"

G1 — Brasil · 2026-08-08T10:00:13.000Z

Ravison Dilam é o escritor da obra "O Ipê Amarelo: Flores da Resistência"

Ravison Dilam/Arquivo pessoal

O escritor amapaense Ravison Dilam está entre os inscritos na categoria Romance e Entretenimento do Prêmio Jabuti 2026, a principal premiação da literatura brasileira. A editora do livro apostou na obra "O Ipê Amarelo: Flores da Resistência", romance distópico que aborda temas como autoritarismo, racismo, censura, direitos humanos e liberdade.

Aos 30 anos, Ravison vive em Belém, mas iniciou a trajetória literária em Macapá, aos 15. A carreira inclui obras de poesia, literatura infantil, fantasia, drama e romance, além de roteiros para quadrinhos e produções audiovisuais.

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Ele afirma que o interesse pela escrita surgiu na escola, após o incentivo de uma professora de língua portuguesa.

“Isso despertou meu desejo de escrever. Mas foi a criação de um poema sobre a Amazônia que consolidou minha vocação e me fez compreender que queria dedicar a vida à literatura”, conta.

Entre os livros publicados estão "Pequenas Gotas de Poesias", "O Ipê Amarelo: Flores da Resistência", "A Cidade Arco-Íris: Em Busca das Cores" e "Os Heróis do Bairro Alegre: A Batalha Pela Alegria".

Ravison também integrou projetos como a revista "Causos do Meio do Mundo: Sonhos", do coletivo AP Quadrinhos, além da série "Contos Sinistros" e do longa-metragem "Amazônia Distópica".

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Sobre o livro

"O Ipê Amarelo: Flores da Resistência" narra a história de Gabriel Montes, jovem jornalista negro que vive em um Brasil governado por um regime autoritário. Ao lado do esposo, Bernardo, ele tenta escapar da vigilância estatal e denuncia violações de direitos em um cenário marcado pelo controle social.

Segundo Ravison, a ideia do romance surgiu durante pesquisas sobre a escravidão e a ditadura militar brasileira. O autor afirma que a obra utiliza a ficção para discutir temas presentes na história do país.

“Espero que os leitores encontrem uma história capaz de provocar reflexão, despertar indignação diante das injustiças e, ao mesmo tempo, fortalecer a esperança e a importância da resistência. Mais do que entreter, desejo que o livro estimule discussões sobre liberdade, direitos humanos e o valor da democracia”, diz.

Capa do livro de Ravison Dilam, inscrito no Prêmio Jabuti 2026

Ravison Dilam/Arquivo pessoal

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