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Infantino usou verba da Uefa para indenizar amante na entidade, diz jornal

Tudo sobre o polêmico projeto do Presidente da Fifa

ge — Futebol · 2026-08-08T13:58:34.000Z

Tudo sobre o polêmico projeto do Presidente da Fifa

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, está envolvido em nova polêmica. De acordo com o jornal britânico The Telegraph, o italiano teve um caso amoroso com uma colega de trabalho quando era dirigente da Uefa.

Quando o relacionamento foi descoberto, Infantino teria dado uma compensação financeira no valor de seis dígitos para que a mulher deixasse a entidade. O dinheiro era de um fundo da Uefa, que ainda teria bancado os estudos da amante do dirigente. Infantino é casado e tem quatro filhos.

"Em comunicado divulgado na sexta-feira à noite, a UEFA admitiu que um pagamento havia sido feito e que estava ciente das alegações de que a mulher mantinha um relacionamento com Infantino. A entidade afirmou que, desde então, "endureceu" seus regulamentos para "refletir os padrões de uma organização moderna e de alto nível", diz trecho da matéria do The Telegraph.

Gianni Infantino, presidente da Fifa

Infantino trabalhou na Uefa entre 2000 e 2016, quando saiu para assumir a presidência da Fifa. Um porta-voz da entidade máxima do futebol negou as acusações feitas ao presidente.

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"O presidente da Fifa, Gianni Infantino, nega veementemente essas alegações, que são categoricamente falsas. Qualquer insinuação de conduta inadequada ou violação de estatutos ou regulamentos é difamatória.

Nenhum funcionário da Uefa e da Fifa jamais apresentou queixa sobre o comportamento de Infantino, pois nunca houve um incidente em que ele estivesse envolvido. Todas as ações da empresa relacionadas a funcionários, incluindo desligamentos e indenizações, sempre foram aprovadas pelos diretores competentes, em conformidade com todas as normas aplicáveis".

Gianni Infantino enfrenta a maior crise pela qual passou na Fifa, desde que foi noticiada sua intenção em vender parte das ações da Copa do Mundo a investidores privados. Seu plano recebeu enorme resistência e oposição de confederações, principalmente da Uefa, que quer sua saída da Fifa. (entenda abaixo toda a crise da Fifa)

A escolha do próximo presidente da Fifa está prevista para o 77º Congresso da Fifa, que será realizado em Rabat, no Marrocos, em 18 de março do ano que vem. No comando da Fifa desde 2016, Infantino pode se reeleger para só mais um mandato – o próximo vai de 2027 a 2031.

A crise na Fifa

A Fifa divulgou na última quarta um comunicado oficial, pouco depois de o presidente Gianni Infantino se reunir com funcionários de alto escalão em Rabat, no Marrocos. Na nota, a entidade apontou que Infantino segue tendo o apoio do secretário-geral e do conselho de administração e que "não irá mais tolerar ataques à sua integridade, governança e processos e tomará as medidas necessárias para proteger seu nome e reputação".

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Uma carta foi enviada às federações nacionais com um pedido de desculpas e a promessa de que um relatório sobre o episódio será produzido para ser apresentado na próxima reunião do Conselho.

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A atual crise na Fifa criou um cenário que até semanas atrás parecia improvável, o de uma oposição com chances de vencer Infatino. A ideia de criar uma subsidiária aberta a investimento privado imediatamente enfrentou grande resistência e foi criticada duramente por dirigentes do futebol mundial - principalmente a Uefa, confederação que reúne as associações da Europa. Os planos foram abandonados, mas a entidade europeia defende, agora, uma mudança na presidência da Fifa.

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Em abril, o atual presidente anunciou, durante o Congresso da entidade, que seria candidato à reeleição no pleito previsto para o ano que vem. Naquele momento, três confederações declararam apoio ao dirigente: a Conembol, a AFC, da Ásia, e a CAF, da África - as três somam 111 votos, mais do que a metade necessária para reeleger o dirigente.

Agora, com a oposição aberta da Uefa, com a Concacaf crítica e possíveis dissidentes nas outras organizações, há espaço para uma candidatura rival. Um dos nomes comentados é o do canadense Victor Montagliani, que comanda a confederação das Américas do Norte e Central e do Caribe.

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O presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, tem sido um aliado do suíço e conta com ele para tirar do papel a ideia de ampliar a Copa do Mundo de 2030 para 64 seleções, um projeto que traria para o continente 15 jogos além dos três já previstos para Argentina, Paraguai e Uruguai como celebração pelos 100 anos do torneio. O plano, porém, enfrenta grande resistência, especialmente na Europa.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, saiu em três dias de todo-poderoso do futebol mundial a dirigente na berlinda na presidência da Fifa. O plano de criar a empresa Fifa Forward Enterprise (FFE) para a venda de ações a investidores privados fracassou rapidamente, e Infantino vive seu momento mais pressionado desde que assumiu o cargo.

A ideia de Infantino era criar a Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária com controle majoritário da Fifa e participações minoritárias de investidores. A companhia ficaria responsável por consolidar as operações das principais competições organizadas pela entidade, como a Copa do Mundo e a Copa do Mundo de Clubes. O objetivo era arrecadar até 4,2 bilhões de dólares (R$ 21,5 bilhões).

A Uefa foi a primeira a se posicionar contra e anunciou que os 55 representantes boicotariam competições futuras promovidas pela Fifa enquanto a ideia não fosse cancelada. A Concacaf, que reúne países das Américas do Norte e Central e Caribe, e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) também reprovaram a medida em notas oficiais.

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Com a impressionante rejeição e pressão sofridas, Gianni Infantino anunciou a desistência da criação da FFE na sexta, três dias após ter anunciado a possibilidade da venda de ações da Fifa a investidores privados.

A Uefa, que reúne as federações europeias, defendeu abertamente a mudança na presidência. Mas Infantino tem apoiadores importantes, caso do Marrocos - uma das três principais sedes da Copa do Mundo de 2030 - e tampouco sofreu críticas por parte da Conmebol, confederação sul-americana de futebol e uma das mais importantes mundialmente. Amparado a isso, pode tentar se sustentar no cargo até março, quando haverá a eleição para tentar seu quarto e último mandato.

O Conselho da Fifa pode convocar reunião de emergência para tratar da saída de Infantino caso 19 de seus 37 membros a solicitem. A distribuição dos 37 membros é a seguinte: nove da Uefa, sete da AFC (Confederação Asiática de Futebol), seis da CAF (Confederação Africana de Futebol), cinco da Concacaf (Confederação de Futebol das Américas do Norte e Central), cinco da Conmebol e três da Oceania. Infantino e o secretário-geral da Fifa, Mattias Grafstrom, completam o quadro.

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