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Prefeitura de Governador Valadares decreta estado de calamidade financeira

Coronel Sandro volta à Prefeitura de Governador Valadares

G1 — Brasil · 2026-08-08T14:30:00.000Z

Coronel Sandro volta à Prefeitura de Governador Valadares

A Prefeitura de Governador Valadares decretou estado de calamidade financeira e anunciou medidas para conter gastos na sexta-feira (7).

O município afirmou ter identificado “três frentes críticas” após Coronel Sandro retomar a gestão: irregularidades em contratações, descumprimento dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal e a superlotação do Hospital Municipal de Governador Valadares (HMGV).

Prefeito e secretários durante coletiva de imprensa

Prefeitura de Governador Valadares

O secretário municipal de Fazenda, Thiago Henrique Ferreira, disse que a situação financeira está ainda mais complicada do que a encontrada anteriormente.

Entre os problemas detectados no mês de julho, conforme o secretário, estão a ausência de alguns repasses constitucionais e a necessidade de recursos para cumprir compromissos como investimentos em saúde e educação, o repasse à Câmara Municipal e o pagamento dos servidores.

Para realizar os pagamentos, serão utilizados recursos reservados aos servidores, o que pode comprometer o planejamento de gastos.

"Desde o início do ano, a gente já havia programado e estava separando um recurso para que fosse feito o pagamento do 13º salário do servidor. É natural que a gente faça um planejamento durante todo o ano para que a gente não seja surpreendido no final do ano”, explicou o secretário.

Thiago Ferreira informou ainda que as despesas cresceram em ritmo superior ao das receitas no primeiro semestre deste ano. Por esse motivo, serão feitas a revisão de contratos e o corte de gastos não essenciais. Serão priorizadas áreas como saúde, educação, assistência social e o pagamento dos servidores.

278 pessoas trabalham sem atos de contratação

De acordo com o prefeito, foram identificadas 278 pessoas autorizadas a trabalhar no município sem que os atos de contratação seguissem o rito legal, que inclui a publicação no Diário Oficial.

"A publicidade é um requisito essencial a todo ato público. Nós estamos instaurando uma sindicância para investigar por qual razão essas pessoas foram determinadas a iniciar um trabalho sem que todo o processo estivesse concluído."

Esses trabalhadores receberão pelos serviços prestados, mas o pagamento será realizado conforme a efetiva atuação deles, o que está sendo verificado em levantamento da administração municipal.

Dessas 278 pessoas identificadas, 178 atuavam na área da Saúde. Parte delas deve permanecer, principalmente as que estavam trabalhando no hospital e nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

Hospital Nossa Senhora das Graças

A Prefeitura anunciou ainda que assinou um decreto de requisição administrativa do Hospital Nossa Senhora das Graças para ampliar a capacidade de atendimento do município. A unidade particular conta com 45 leitos ociosos, dos quais 35 estão em condições de uso, além de quatro salas cirúrgicas, sendo duas já aptas ao funcionamento.

“O município vai pagar o que é justo pelo uso das instalações, avaliado de acordo com o mercado, para que não haja prejuízo aos proprietários”, afirmou o prefeito sobre o custo da requisição administrativa.

Um fluxo de atendimento foi elaborado para garantir o atendimento à população: os pacientes darão entrada no Hospital Municipal ou na UPA e, a partir daí, serão encaminhados ao Hospital Nossa Senhora das Graças, se for necessário.

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