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Flávio Bolsonaro participou de evento com liderenças políticas no interior de SP neste sábado (8)
G1 — Brasil · 2026-08-08T16:44:40.000Z
Flávio Bolsonaro participou de evento com liderenças políticas no interior de SP neste sábado (8)
Paulo Oliveira/TV TEM
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, neste sábado (8), que, se eleito em outubro, indicará para o Supremo Tribunal Federal (STF) ministros que "respeitem a Constituição, não usem a máquina pública para enriquecer e respeitem o dinheiro do contribuinte".
A declaração foi feita durante um evento que reuniu lideranças políticas em Itapetininga (SP). Também participaram do encontro o candidato ao Senado por São Paulo, Guilherme Derrite (PP), o candidato ao Senado André do Prado (PL) e a deputada federal Simone Marquetto (MDB).
Durante o discurso, Flávio Bolsonaro fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que o próximo presidente da República terá a prerrogativa de indicar quatro ministros ao STF. Segundo ele, as escolhas recairão sobre homens e mulheres que "respeitem a Constituição".
"Que não promovam perseguição, que não olhem mais capas de processo, que não façam mais com nenhum brasileiro o que eles fizeram com Jair Bolsonaro. E quem descumprir a lei vai pagar por isso, a lei tem que valer para todos, inclusive para ministro do Supremo, e por muito tempo, em especial durante o governo do presidente Bolsonaro, criticar um ministro do Supremo foi considerado um atentado contra democracia", disse.
Ao lado de Simone Marquetto, ex-prefeita de Itapetininga (SP), Flávio Bolsonaro disse que, se eleito presidente da República, indicará ministros que ‘respeitem a Constituição’
Paulo Oliveira/TV TEM
O discurso ocorreu no mesmo dia em que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o pedido da defesa para que o ex-presidente Jair Bolsonaro recebesse a visita dos filhos neste domingo (9), quando é celebrado o Dia dos Pais.
Moares citou decisão anterior pela qual, salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, as demais visitas estão suspensas pelo prazo de 30 dias. A medida foi tomada após o descumprimento de restrições judiciais impostas pelo STF.
Na ocasião, a decisão do magistrado foi motivada pela veiculação de uma carta manuscrita de Bolsonaro, divulgada publicamente nas redes sociais por Flávio, que é candidato do PL ao Palácio do Planalto. Jair está proibido de usar as redes sociais, seja por seus perfis, seja pelo de terceiros -- como os seus filhos.
O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, aparece na porta de sua casa, durante sua prisão domiciliar, em Brasília, Brasil, em 21 de novembro
Na sexta-feira (7), Flávio Bolsonaro disse, durante um almoço com empresários e políticos em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, que tem divulgado "a roubalheira que acontece na mais alta cúpula do Judiciário Brasileiro".
"É isso que a gente está disputando", afirmou o candidato do PL. O senador não apresentou provas nem especificou a quais integrantes ou episódios se referia ao falar em "roubalheira".
Na sequência, Flávio disse que seus adversários têm "pavor" da possibilidade de sua vitória na eleição e afirmou que eles estariam dispostos a agir para impedir que ele chegue à Presidência.
"Vocês entendem qual é o pavor daqueles que querem chegar e fazer a coisa certa, como nós vamos fazer? Vocês imaginam o que eles estão dispostos [a fazer] para impedir que nós, juntos, cheguemos lá em Brasília? Eles vão ultrapassar o limite da maldade", disse.
Flávio Bolsonaro em almoço com empresários em São Caetano do Sul (SP), nesta sexta-feira (7).
Promessa de combate ao narcotráfico
Ainda durante o evento em Itapetininga, Flávio Bolsonaro também afirmou que, durante o discurso de posse, caso seja eleito, irá "declarar guerra ao narcotráfico" no Rio de Janeiro.
"Vão ser classificados e tratados como terroristas. Vou recuperar os territórios que hoje eles dominam e impõe sua própria lei, seu próprio governo paralelo. Há mais de 50 milhões de irmãs e irmãos brasileiros, não vou admitir mais ter um território no Brasil dominados por esses narcotraficantes, vamos botar pra alinhar, vamos botar pra derreter", citou.
O candidato à Presidência afirmou ainda que tem como meta fazer com que o Brasil esteja entre as sete maiores economias do mundo ao fim de seu eventual governo.
"Porque nós temos tudo aqui nesse país pra gente decolar, só que infelizmente, nos últimos 24 anos, 18 nós fomos governados pelo PT", afirmou.
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