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Peixes são retirados de lagos da praça Batista Campos para reduzir concentração de garças em Belém

Ação de limpeza na Batista Campos em Belém visa a migração de garças do espaço

G1 — Brasil · 2026-08-08T22:19:32.000Z

Ação de limpeza na Batista Campos em Belém visa a migração de garças do espaço

Peixes que vivem nos lagos da praça Batista Campos, em Belém, começaram a ser retirados na quinta-feira (6) como parte das medidas para reduzir a concentração de garças no local. Segundo a prefeitura, a oferta de alimento estaria contribuindo para o aumento da população das aves, que têm sido alvo de preocupação após registros frequentes de animais doentes e mortos nos últimos meses.

Segundo a Prefeitura de Belém, a ação prevê a retirada de espécies como pirarucu e tambaqui que vivem nos lagos. O município afirma que os peixes são uma das principais fontes de alimentação das garças no local e que a redução da oferta de alimento busca estimular a migração das aves para outros ambientes.

Mortes frequentes de garças na praça Batista Campos preocupam moradores e comerciantes em Belém

De acordo com o município, a disponibilidade de alimento estaria contribuindo para o aumento da concentração de garças e para um desequilíbrio no ecossistema da praça.

A prefeitura também relaciona a grande concentração das aves à possibilidade de proliferação de doenças entre os animais e afirma que a situação pode representar risco aos frequentadores.

Mortes de garças preocupam há meses

A situação das garças na praça Batista Campos é alvo de reclamações há pelo menos dois meses. Em reportagem publicada pelo g1 em 3 de junho, moradores, comerciantes e frequentadores relataram mortes frequentes de aves, presença de animais doentes, acúmulo de fezes e forte odor em diferentes pontos da praça.

Na época, o biólogo Basílio Guerreiro defendeu a realização de exames e estudos para identificar as causas das mortes e afirmou que a frequência dos registros exigia investigação técnica.

Também em junho, a Prefeitura de Belém informou ao g1 que as garças são animais de vida livre e afirmou que a responsabilidade do município se restringia aos animais mantidos em cativeiro.

No mês seguinte, após as denúncias, a gestão municipal iniciou uma força-tarefa na praça. Entre as medidas adotadas estavam a lavagem diária do espaço e ações de educação ambiental para orientar comerciantes e frequentadores sobre como proceder ao encontrar aves feridas ou mortas.

Na ocasião, a diretora do Bosque Rodrigues Alves, Ellen Eguchi, informou que a presença de árvores de grande porte e a proliferação de tilápias nos lagos favoreciam a concentração das garças. A retirada dos peixes já estava prevista no plano emergencial anunciado pela prefeitura e começou a ser executada nesta semana.

Em julho, a prefeitura também informou que animais feridos receberiam atendimento e que as aves encontradas mortas seriam retiradas do local.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) havia informado ao g1, em junho, que não existiam, naquele momento, estudos ou ações de manejo em andamento para a população de garças da praça Batista Campos.

Segundo o órgão, qualquer intervenção sobre as aves depende de diagnóstico técnico elaborado por profissionais habilitados e apresentado pelo município ao órgão ambiental competente.

Animais doentes e mortos são avistados com frequência por quem passa pela praça Batista Campos, em Belém.

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