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Tudo sobre o polêmico projeto do Presidente da Fifa
ge — Futebol · 2026-08-09T06:00:15.000Z
Tudo sobre o polêmico projeto do Presidente da Fifa
Depois de angariar apoio da Conmebol e da Confederação Africana de Futebol (CAF) e se fortalecer politicamente durante a maior crise já enfrentada em dez anos de mandato, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, prepara o contra-ataque. Neste sábado, a Fifa emitiu uma nota oficial em defesa do dirigente e com um recado direto aos críticos.
"Em consonância com as recentes declarações da Conmebol e da CAF, bem como com as discussões com as Associações Membro e Confederações da Fifa de todo o mundo, a Fifa não apoiará, facilitará ou tolerará qualquer processo relativo à eleição do Presidente da Fifa que seja inconsistente com os Estatutos da Fifa, os procedimentos democráticos e a estrutura de governança estabelecida. O Presidente da Fifa foi eleito democraticamente pelas Associações Membro da Fifa e continua a exercer o seu mandato", diz o primeiro dos seis parágrafos do comunicado.
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Segundo a nota, há um "esforço contínuo por parte de alguns para minar a Fifa e o seu presidente". Nas últimas semanas, a Uefa tem liderado um movimento contra a administração de Infantino. A tensão começou depois que veio à tona o plano do dirigente de transferir para investidores privados uma participação em uma nova empresa responsável pelos direitos comerciais da Copa do Mundo e de outras competições da Fifa.
A proposta provocou forte reação da Uefa e de suas 55 federações, que aprovaram por unanimidade a ameaça de boicote caso o projeto fosse levado adiante. Embora a Fifa tenha recuado da iniciativa, até mesmo com um pedido formal de desculpas enviado às 211 associações filiadas, a entidade europeia entende que as garantias exigidas ainda não foram apresentadas e mantém a pressão sobre o dirigente. Na última quinta-feira, a Uefa reafirmou sua ameaça de boicote a competições da Fifa.
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Apesar da tensão com a Uefa, Infantino teve uma semana de alívio, com reuniões importantes no Marrocos, onde conseguiu se fortalecer politicamente, com apoios garantidos de associações nacionais da África e da América do Sul. A reorganização da base deu ao dirigente fôlego para mandar seu recado aos críticos.
"Aqueles que não contam com o apoio das Associações Membro da Fifa não devem tentar alcançar, através de alegações, insinuações ou desinformação, o que não conseguem alcançar através dos processos democráticos estabelecidos pela Fifa", diz outro trecho da nota.
Veja a nota da Fifa na íntegra:
"Em consonância com as recentes declarações da CONMEBOL e da CAF, bem como com as discussões com as Associações Membro e Confederações da FIFA de todo o mundo, a FIFA não apoiará, facilitará ou tolerará qualquer processo relativo à eleição do Presidente da FIFA que seja inconsistente com os Estatutos da FIFA, os procedimentos democráticos e a estrutura de governança estabelecida. O Presidente da FIFA foi eleito democraticamente pelas Associações Membro da FIFA e continua a exercer o seu mandato.
"É cada vez mais evidente que existe um esforço concertado e contínuo por parte de alguns para minar a FIFA e o seu Presidente. Aqueles que não contam com o apoio das Associações Membro da FIFA não devem tentar alcançar, através de alegações, insinuações ou desinformação, o que não conseguem alcançar através dos processos democráticos estabelecidos pela FIFA.
"Reportagens recentes incluíram afirmações sem fundamento e alegações comprovadamente falsas a respeito da FIFA e do seu Presidente. Especulações e insinuações não devem ser apresentadas como factos, e a repetição não torna uma alegação verdadeira.
"O Presidente da FIFA dedicou mais de 30 anos de sua vida profissional ao futebol europeu e mundial, contribuindo para mudanças significativas no esporte e, em particular, para ampliar o acesso, os recursos e as oportunidades no futebol mundial. A mudança inevitavelmente desafia interesses estabelecidos, mas discordar dessa mudança não justifica esforços para minar o mandato democrático do Presidente da FIFA ou da instituição que ele foi eleito para liderar.
"A FIFA acolhe o escrutínio legítimo. Mas o escrutínio não é uma licença para distorcer fatos, amplificar alegações infundadas ou criar distrações destinadas a minar o progresso. Quando as reportagens forem imprecisas ou enganosas, a FIFA as contestará direta e vigorosamente.
"A responsabilidade da FIFA é para com suas 211 Associações Membro e para com o futebol em todo o mundo. Não nos deixaremos distrair ou desviar de nosso objetivo de fortalecer a organização, atender às necessidades de nossas Associações Membro e continuar o trabalho de tornar o futebol verdadeiramente global. Por meio do Presidente da FIFA e da administração da FIFA, nosso foco permanece firmemente nessa missão e estamos mais determinados do que nunca a cumpri-la."
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