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Análise: Atlético-MG é castigado por postura retraída e perde chance de encostar no pelotão de cima

Remo 2 x 2 Atlético-MG | Melhores momentos | 22ª rodada | Brasileirão 2026

ge — Futebol · 2026-08-09T07:00:15.000Z

Remo 2 x 2 Atlético-MG | Melhores momentos | 22ª rodada | Brasileirão 2026

Faltou coragem ao Atlético-MG de Eduardo Domínguez. Diante do Remo, no empate por 2 a 2, no Mangueirão, pelo Campeonato Brasileiro, o Galo conseguiu a virada, mas logo depois adotou postura retraída, falhou na individualidade e perdeu a chance de se aproximar do G-5. Caso vencesse, a equipe iria colar na parte de cima da tabela e ficar perto do principal objetivo, que é a vaga na Libertadores 2027.

Domínguez mandou a campo um time bastante modificado em relação ao compromisso anterior. A única mudança esperada era Pascini na vaga de Lodi, que estava suspenso. Na zaga, ele mandou Vitor Hugo no lugar de Lyanco; Alan Franco, Maycon e Cissé no meio.

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No ataque, Reinier tomou a vaga de Cassierra. Victor Hugo foi para o banco. Preciado foi utilizado como ala pela direita. O jogador foi bastante acionado nas jogadas pelo lado.

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Pedro Souza / Atlético

O Atlético, contudo, levou susto logo aos 2 minutos de jogo. Everson lançou, a bola voltou, os zagueiros patinaram na defesa e não conseguiram impedir Jajá, que vazou entre os defensores e chutou para abrir o placar.

O Remo, então, deu a posse de bola ao Atlético, que teve o controle, mas não empilhou as melhores chances. Os visitantes tiveram dificuldade para encontrar espaços e trabalharam bastante a troca de passes.

O ritmo foi recuperado já no fim do primeiro tempo. O lado direito do Atlético brilhou. Depois de muita insistência, Cissé achou Preciado avançado. O lateral conduziu até o fundo e cruzou para a área. O roteiro não poderia ser mais surpreendente: Reinier subiu mais alto para furar a rede de cabeça.

Dias atrás, o atacante se envolveu em polêmica ao xingar o torcedor na Arena MRV, após jogo contra o Juventude. Ele foi cobrado nas redes sociais e punido pelo Galo. O jogador também pediu desculpas. No duelo da volta, foi cortado do banco de reservas por opção técnica.

A "volta por cima" do atacante deu gás ao Atlético, que precisou de três minutos para encontrar outra boa jogada do lado direito. O desenho foi quase o mesmo, mas com outros jogadores. Maycon conduziu pelo meio e tocou para Alan Minda, que infiltrou até a linha de fundo e cruzou rasteiro para Bernard virar o jogo.

Reinier comemora gol pelo Atlético-MG contra o Remo

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Depois do intervalo, o Atlético voltou com outra postura. O encanto e o gás da virada se esvaíram. O Remo teve a posse e trocou muitos passes na defesa e no meio de campo. Enquanto isso, o Atlético recuou e se fechou completamente.

Sem a bola nos pés e com poucas chance de contra-ataque, restou ao time se defender. A postura retraída deu coragem ao Remo, que percebeu a fragilidade. Se infiltrasse, conseguiria desmanchar a linha dos zagueiros. E foi assim que surgiu o gol de empate.

Vitor Bueno lançou Taliari, que passou nas costas da defesa do Atlético e ficou cara a cara com Everson. Ele conduziu até a linha de fundo e arriscou o chute cruzado, na falha do Everson, que não caiu no tempo certo para evitar o arremate. Tudo igual no marcador final.

Apesar de seguir invicto após a pausa da Copa do Mundo, o Atlético leva lições e alertas para a sequência. A estratégia é falha e perigosa. O time recuado permitiu que o adversário avançasse com precisão. No fim, o prejuízo foi para os dois lados. O Galo deixou de subir na tabela - caso vencesse, chegaria aos 32 pontos e colaria no G-5. O objetivo da temporada segue escorrendo pelos dedos.

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