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'Presente dado por Deus', diz pai que adotou bebê deixado em cesta na porta de casa na PB

Conheça uma história de amor de quem escolheu ser pai

G1 — Brasil · 2026-08-09T09:33:24.000Z

Conheça uma história de amor de quem escolheu ser pai

Aos 33 anos, Ney Robson se tornou pai pela quarta vez de uma forma inesperada. O filho mais novo chegou à família depois de ser deixado em uma cesta na porta da casa, na Paraíba, e foi acolhido imediatamente pelos familiares.

Segundo Ney Robson, a conexão com o bebê aconteceu desde o primeiro momento. O vínculo foi tão forte que o menino recebeu o mesmo nome do pai e passou a se chamar Ney Robson Júnior.

“Na minha concepção, acho que era uma questão de dar segurança a essa adoção, né? Então eu acho que botando meu nome era uma coisa mais segura”, disse o pai.

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Homem adota menino deixado na porta de casa na Paraíba

A chegada do bebê transformou a rotina da família e fez com que ele passasse a ser chamado carinhosamente de “presente de Deus”. O apelido acompanhou a infância de Ney Júnior, que, com o passar dos anos, começou a questionar o significado da expressão.

“Meus pais, depois de um tempo de eu ficar mais velho, eles foram me informando, falando que era um presente de Deus. Minha sobrinha também falava. Eu ficava com aquilo na cabeça, eu sou um presente de Deus, mas de onde eu vim, né? Depois de um tempo, eles foram me comunicando, falando, não, Júnior, você é adotado, a gente recebeu você. E foi bem tranquilo pra mim essa parte”, explicou o caçula.

Mesmo após descobrir a história da adoção, Ney Júnior conta que nunca sentiu necessidade de procurar informações sobre os pais biológicos. Para ele, o vínculo construído ao longo da vida sempre esteve ligado ao cuidado e à presença da família que o criou.

“Eu sou muito grato ao meu pai, sempre fui grato. Nunca procurei quem são meus pais de sangue, porque pra mim os pais são quem cria. Então sou muito grato a ele, a minha mãe também e é isso”, acrescentou.

Homem adota menino deixado na porta de casa na Paraíba

A relação entre pai e filho já soma 32 anos de convivência, marcada por diálogo e companheirismo. Para Ney Robson, acompanhar o crescimento e as conquistas do filho é motivo de orgulho.

“Ele já tem sua independência, já mora só, mas a gente sempre tem contato e sempre tá no dia a dia, sempre presente. Ele é uma pessoa muito carismática e tem isso aí, a humildade dele, uma pessoa bastante forte nessa questão. Então eu tenho orgulho desses valores dele”, contou.

O sentimento também é compartilhado por Ney Júnior. Mesmo seguindo a própria trajetória, ele afirma que faz questão de acompanhar os momentos importantes da vida do pai.

“Sempre que ele tem competição, eu vou com ele, eu acompanho ele e fico correndo atrás dele assim, tirando foto, filmando. E eu lá, correndo na chuva, em todo canto, tirando foto e sempre a gente tá junto”, disse.

No período em que se celebra o Dia dos Pais, Ney Robson destaca a importância da paternidade construída pelo afeto e pela convivência, independentemente dos laços biológicos. “Essa questão da adoção, essa é uma questão muito forte. Só quem tem sabe como é forte uma adoção, um presente dado por Deus”, finalizou o pai.

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