ITATIBA1
Além da parceria entre pai e filho, o negócio também ganhou novos horizontes com o apoio do Sebrae
G1 — Brasil · 2026-08-09T10:45:52.000Z
Além da parceria entre pai e filho, o negócio também ganhou novos horizontes com o apoio do Sebrae
🏺Há cerca de 30 anos, o artesão José Carlos Martins começou a produzir peças de cerâmica vitrificada dentro de casa, no Maranhão, para ajudar no sustento da família. Ele havia deixado o Rio de Janeiro para recomeçar no estado. O trabalho, que começou como um hobby, cresceu e hoje reúne uma equipe de dez pessoas.
Hoje, Martins divide o trabalho com o filho, Bernardino Alves, que atua principalmente no atendimento aos clientes e nas vendas. Neste domingo (9), Dia dos Pais, os dois celebram uma parceria que também ajuda a manter o negócio familiar e o trabalho com a cerâmica.
✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Maranhão no WhatsApp
Martins conta que decidiu investir na produção ao perceber que havia espaço para esse tipo de trabalho no Maranhão. Ele começou sozinho e, com o aumento da demanda, ampliou a produção e formou a equipe que hoje reúne dez pessoas.
"Era um hobby dentro de casa. Eu vi que existia espaço para expandir esse trabalho no Maranhão e resolvi investir. Comecei sozinho e, aos poucos, o negócio foi crescendo", lembra.
Com o crescimento do negócio, o trabalho também se transformou em uma parceria entre pai e filho.
"Primeiro vem o amor quando ele está no berço, depois quando começa a andar, vai para a escola. Hoje eu tenho um parceiro. Se estou na oficina, ele está na loja. Se estou na loja, ele está na oficina. É uma relação de pai e filho, mas também de amizade e responsabilidade", afirma.
Martins diz que, além de ensinar o artesanato ao filho, sempre o incentivou a estudar.
"Eu sempre disse que o estudo é a base de tudo. Queria que ele tivesse uma profissão para seguir o caminho que desejasse. Se escolhesse continuar no artesanato, seria por vontade própria".
Bernardino decidiu continuar no negócio da família e passou a atuar principalmente no atendimento aos clientes e nas vendas. Martins permanece mais ligado à produção das peças.
"O diferencial dele é o jeito de atender. Muitas pessoas visitam a loja, conhecem nosso trabalho e depois voltam para fazer encomendas. Isso ajudou muito o negócio a crescer", destaca Martins.
Bernardino afirma que trabalhar com o pai também contribuiu para o desenvolvimento pessoal dele.
“É uma experiência de vida. Com o barro, além de ter a questão do desenvolvimento físico, eu também consegui trabalhar bastante a concentração e minhas habilidades de comunicação”, conta.
Agora no g1
Negócio ganha novos mercados
O negócio também passou a participar de feiras e eventos com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Segundo Martins, as experiências ajudaram a família a conhecer novos mercados e diversificar a produção.
Até então, Martins produzia principalmente peças pequenas, vendidas como lembranças. Durante uma feira em São Paulo, ele decidiu apostar também em peças decorativas maiores. Segundo o artesão, a procura pelos produtos levou a família a ampliar o catálogo.
"Percebemos que as peças decorativas tinham uma aceitação muito grande. Voltamos com uma nova visão e passamos a investir também nesse segmento", acrescenta Martins.
A família agora se prepara para participar da Expo MEI, espaço voltado a microempreendedores individuais na Feira do Empreendedor 2026. Segundo Martins, o objetivo é apresentar as peças a novos públicos e ampliar as vendas.
"Estamos levando bastante produto porque acreditamos na feira. Queremos divulgar nosso trabalho, crescer e mostrar que todo mundo pode crescer junto", afirma.
Feira do Empreendedor
A Feira do Empreendedor será realizada pelo Sebrae Maranhão entre os dias 14 e 16 de agosto, em São Luís. A programação terá capacitações, rodadas de negócios, palestras e espaços voltados aos pequenos negócios.
A Expo MEI faz parte da programação e reunirá empreendedores de diferentes áreas para apresentar produtos, fazer contatos comerciais e trocar experiências.
Para Martins, quase 30 anos depois de começar a produzir dentro de casa, poder dividir o trabalho com o filho se tornou uma das principais conquistas dessa trajetória. O negócio criado para ajudar no sustento da família agora também mantém o artesanato entre gerações.