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Ovos: entenda por que poder de compra do avicultor atingiu menor patamar no semestre

Alta dos insumos reduz poder de compra do avicultor

G1 — Brasil · 2026-08-09T21:00:10.000Z

Alta dos insumos reduz poder de compra do avicultor

O poder de compra do avicultor paulista fechou o julho com o menor patamar desde janeiro de 2026 nos principais polos do setor no interior de São Paulo. O cenário crítico para a rentabilidade do produtor no fim do primeiro semestre é resultado da combinação entre a queda nos preços dos ovos e a a alta nas cotações do milho e do farelo de soja, que são os principais insumos da atividade.

As relações de troca de ovos por milho e por farelo de soja registraram diminuição tanto na comparação mensal quanto na anual. As análises são do boletim mais recente do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) do campus da USP em Piracicaba (SP), divulgado nesta sexta-feira (7).

Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os valores cobrados tanto pelos ovos brancos quanto pelos vermelhos apresentaram queda na comparação entre junho e julho.

Preço dos ovos

O preço comercial da caixa de ovos vermelhos com 30 dúzias era R$ 146 em 31 de julho de 2026. Dos ovos brancos, o valor pago ao produtor fechou em R$ 134 a caixa. Em junho, os valores comerciais ficaram na casa dos R$ 151e R$ 135, respectivamente.

O levantamento considera o preço dos ovos vendidos ao comerciante, em caixa com 30 dúzias, para pagamento à vista.

Em contrapartida, as cotações do milho registraram avanço durante o mesmo período.

O Indicador Esalq/BM&FBovespa do Cepea, no interior de São Paulo, encerrou julho de 2026 cotado a R$ 65,25 por saca de 60 kg. O mês registrou alta acumulada de aproximadamente 3%, impulsionado pela postura retrotraída de vendedores focados no campo, apesar da pressão da colheita da segunda safra.

Combinação entre a queda nos preços dos ovos e a a alta nas cotações do milho e do farelo de soja retrai poder de compra do avicultor

Luiz de Matos/Rede Amazônica

Para a soja, o valor registrado no dia 31 de julho foi de R$ 144,1 por saca pelo indicador do Cepea/Esalq-USP.

Em junho, a saca do milho fechou em R$ 63,5 e da soja em R$133,5.

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O mercado de milho registrou retração de compradores, que aguardavam o avanço da colheita da segunda safra, enquanto os vendedores mantiveram a atenção focada nos trabalhos de campo.

No caso do farelo de soja, a sustentação das altas cotações no mercado doméstico ao longo do último mês foi impulsionada pela firme demanda nos cenários interno e externo, fator que elevou os prêmios de exportação no Brasil.

Nas regiões acompanhadas pelo Cepea, as cotações dos ovo registraram queda de mais de 15% no fim de julho de 2026 em comparação com o mês anterior.

A desvalorização reflete a combinação entre demanda desaquecida e alta oferta interna.

"Segundo pesquisadores do Cepea, produtores já esperavam menor fluxo de vendas em julho, movimento típico do período. Ainda assim, a pressão sobre as cotações foi mais intensa do que a observada em anos anteriores, uma vez que a produção interna seguiu elevada, reforçando o desequilíbrio entre oferta e demanda", detalhou o Cepea.

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