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Candidatos ao governo do DF participam de primeiro debate
G1 — Brasil · 2026-08-10T01:00:32.000Z
Candidatos ao governo do DF participam de primeiro debate
Pré-candidatos ao governo do Distrito Federal participaram neste domingo (9) do primeiro debate eleitoral para as eleições de 2026.
O evento foi promovido pela Band, apresentado pelos jornalistas Rodrigo Orengo e Lara Canepa, e reuniu seis pré-candidatos – os partidos têm até o próximo sábado (15) para formalizar o envio dos nomes à Justiça Eleitoral.
Participaram do debate: Celina Leão (PP), José Roberto Arruda (PSD), Kiko Caputo (Novo), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB) e Ricardo Cappelli (PSB).
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O encontro foi dividido em quatro blocos:
No primeiro, os candidatos tiveram um minuto e meio para responder à mesma pergunta. Em seguida, fizeram perguntas uns aos outros – cada um perguntou e respondeu uma única vez, com direito a réplica.
No segundo bloco, os candidatos responderam a perguntas gravadas de eleitores sobre temas considerados prioritários para o DF.
No terceiro bloco, houve uma nova rodada de perguntas diretas entre os candidatos. Em seguida, cada participante teve um minuto para as considerações finais.
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Na abertura do debate, os candidatos tiveram de responder, em ordem definida por sorteio, à mesma pergunta: "Qual deve ser a principal marca que pretende deixar como legado de sua gestão para o Distrito Federal?"
Primeiro a responder, Kiko Caputo afirmou que pretende "devolver uma saúde digna para a nossa população, mobilidade urbana, regularização fundiária, devolver a tranquilidade que nós tínhamos para circular pelas vias da nossa cidade, sem medo de um morador de rua, de um assalto, de um traficante".
Em seguida, Paula Belmonte disse que deseja, se eleita, "mostrar que a ética, a honestidade, ela é fundamental para a nossa sociedade. Fortalecer princípios e valores, defendendo as nossas crianças com uma escola de qualidade".
Terceiro no sorteio, José Roberto Arruda afirmou que pretende "cortar gastos e botar as contas em dia, salvar o BRB e botar ordem na saúde". Também citou a contratação de 1 mil médicos, construção de quatro hospitais e de quatro novas linhas de Metrô.
Candidata à reeleição, Celina Leão disse que herdou "dois grandes problemas" ao assumir o governo – o "desequilíbrio financeiro" e a "grave crise do BRB". "Diferente de muitos candidatos que falavam do banco, que falavam realmente mal do banco, para que o banco viesse a quebrar, a gente veio para resgatar esse patrimônio", disse.
Quinto a responder a mesma pergunta, Leandro Grass disse que pretende "reconstruir o Distrito Federal, tirando as pessoas da fila [...] da creche, do exame, da cirurgia, do trânsito". "A capital tem que dar o bom exemplo, não pode ser motivo de vergonha e é essa a nossa grande missão", emendou.
Último a responder, Ricardo Cappelli afirmou que sua "prioridade número 1 é resolver a crise na Saúde. "Nós vamos para cima dos problemas da saúde, fazer uma intervenção na saúde. Eu já fiz na segurança e vou fazer na saúde para resolver esse problema grave", disse.
Primeira sorteada para o confronto direto, Celina Leão perguntou à candidata Paula Belmonte sobre as dificuldades de ser mulher na política.
Paula Belmonte respondeu que, junto a deputadas federais, “várias leis” foram feitas, e reclamou que Celina não teria a ajudado quando ela denunciou um caso de assédio na Câmara Legislativa. Celina respondeu que não interfere no legislativo, mas que apoiou "várias mulheres do Distrito Federal com vários programas", como Órfãos do Feminicídio e o programa Viva Flor.
Por fim, Celina Leão perguntou à Paula Belmonte quanto ela investiu nas mulheres do Distrito Federal. Paula Belmonte respondeu que a Secretaria da Mulher “tem só 20% da execução que é colocada”.
Em seguida, Ricardo Cappelli perguntou a Celina Leão sobre "o dinheiro da saúde". Durante a interação, Cappelli fez acusações a Celina relacionadas à operação Drácon, que investigou supostas negociações de propina reveladas em 2016. Em resposta, Celina disse que Cappelli "é um forasteiro, não sabe nem pegar ônibus na nossa cidade".
Celina Leão afirmou que tem priorizado os recursos da saúde desde que assumiu o governo, em março. "Você não consegue resolver o problema em quatro meses. Temos cinco hospitais que foram assinados a ordem de serviço desde quando eu virei governadora", citou.
Cappelli disse que, se eleito, vai lançar o programa "Fila Zero". "Vou contratar na primeira semana de governo os 5,3 mil médicos que estão faltando, os 4,2 mil técnicos de enfermagem que estão faltando, os 2,3 mil enfermeiros, os 1,9 mil agentes comunitários de saúde".
O candidato Leandro Grass perguntou a José Roberto Arruda "quem são os responsáveis pelo rombo do BRB". Arruda respondeu: “Espero que a Justiça e o Banco Central respondam, mas mais importante do que encontrar as responsabilidades e puni-los exemplarmente é salvar o BRB.”
Leandro Grass disse que o papel do BRB é “apoiar a cidade, o pequeno produtor e o empreendedor”, mas virou um “escândalo de corrupção”. “E aí é muito interessante, porque na hora que a bomba estoura, ninguém tem nada a ver com isso, todo mundo se esconde”, disse.
Arruda sugeriu que todos assinem “um manifesto” pedindo ao presidente do BRB que publique o balanço com o tamanho do rombo do BRB.
Em seguida, Arruda perguntou a Kiko Caputo sobre os planos do candidato para melhorar o transporte e a mobilidade do DF. Caputo respondeu que pretende “apostar no transporte de trilhos” e construir novas estradas.
Arruda também disse que pretende expandir o funcionamento do Metrô. “No nosso plano de governo, com projetos de engenharia, estudo de valores, nós estamos pensando e podemos construir 4 novas linhas de metrô”, disse.
Caputo afirmou que “é uma tristeza o que fizeram com o metrô e o que estão fazendo com todas as empresas públicas do Distrito Federal”.
Em seguida, Paula Belmonte perguntou a Leandro Grass sobre educação e citou que Brasília foi "para o último lugar no ranking do ensino médio".
Em resposta, Grass afirmou que o DF tem o último lugar na proporção das escolas integrais e "está lá atrás" no salário dos professores. "Educação tem que ser prioridade, tem que ter planejamento, gestão. Não dá para toda hora que tem um problema trocar o secretário, como fizeram ontem de novo", disse.
Paula disse ser "a deputada que mais coloca o dinheiro na educação do DF" e acusou o governo Ibaneis-Celina de "cancelar R$ 50 milhões para a educação o ano passado. E R$ 11 milhões que nós colocamos hoje para a educação, a Celina também ainda não aprovou. Então, falar de educação tem que falar de investimento e nós vamos trazer educação integral para as crianças".
A última pergunta foi feita por Kiko Caputo a Ricardo Cappelli e tratou de corrupção e "probidade administrativa".
Na resposta, Cappelli tratou de outros temas, como o déficit de profissionais na saúde os problemas de transporte público. "Nesse um ano e meio que eu estou dormindo na casa das pessoas, o que eu mais ouço é que você se cansa mais no trânsito, no transporte do que no trabalho", disse.
Kiko Caputo afirmou que o governo atual "está se assemelhando muito aos governos de esquerda, colocando Brasília só nas páginas policiais. Se superaram agora, fazendo o maior escândalo da história do nosso país, maior escândalo financeiro."
Perguntas do eleitor
Por sorteio, Celina Leão respondeu à primeira pergunta sobre segurança. “Na minha gestão, nos quatro meses, nós alcançamos o primeiro lugar na segurança pública do Brasil", disse. “Nós somos o estado menos letal. O governo Ibaneis que eles tanto criticam foi onde teve a maior nomeação de segurança pública da história. Foi o maior reajuste aos servidores da segurança pública da história também”, declarou.
O segundo tema, infraestrutura, foi respondido por Ricardo Cappelli. Ele disse que pretende fazer contratações emergenciais para “acabar com o esgoto a céu aberto no Distrito Federal”. Também disse que quer construir policlínicas e escolas. “Os professores estão adoecendo porque não têm apoio. Nós precisamos construir mais escolas, dar mais apoio aos professores. Nós precisamos mudar a infraestrutura”, afirmou.
O terceiro tema, educação, foi respondido por Arruda. Ele afirmou que a educação pública de qualidade “passa necessariamente pela valorização dos professores” e que pretende nomear concursados. “A educação pública de Brasília precisa de mais. Voltar com os laboratórios, com a reciclagem dos professores. E uma coisa muito importante, o avanço da tecnologia. Fazer com que os laboratórios de informática estejam presentes em todas as cidades”, disse.
O quarto tema foi mobilidade, respondido por Leandro Grass. Ele disse que pretende fazer uma nova licitação dos ônibus do DF e “colocar Brasília nos trilhos”: “Hoje o modelo que está posto não atende mais. Tem lugares que não tem linha de ônibus. As pessoas têm que andar muito. [...] Aqui em Brasília a gente pode ter mais estações do metrô, a gente pode ter o veículo leve sobre trilhos, conectando as principais vias.”
O quinto tema foi comércio e quem respondeu foi Paula Belmonte. Ela disse que pretende “desenvolver o setor econômico” e “capacitar as pessoas para que elas possam estar preparadas para o mercado de trabalho”. “ Aproveito para falar das feiras tão maltratadas por esse governo. Nós vamos fomentar as feiras do Distrito Federal, o metro quadrado que mais emprega em Brasília”, afirmou.
O último tema sorteado foi saúde e quem respondeu foi o candidato Kiko Caputo. Ele afirmou que pretende fazer mais contratações e construir novos hospitais. "Vamos finalizar o Hospital do Câncer, é inacreditável que o DF até hoje não tenha um. Nós vamos construir o segundo hospital de Ceilândia, o Hospital de São Sebastião, a Policlínica de Brazlândia, do Sol Nascente, da Estrutural”, disse.
Ao fim do debate, todos os candidatos tiveram um minuto para suas considerações finais. Leia o que eles disseram:
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