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Dólar abre sessão desta segunda-feira, de olho em alta do petróleo

O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (10). Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

G1 — Economia · 2026-08-10T12:00:08.000Z

O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (10). Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

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Com isso, os preços do petróleo sobem nesta segunda-feira. Perto das 8h40, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 1,17%, cotado a US$ 84,53. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subia 1,23% no mesmo horário, a US$ 79,14 o barril.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

Acumulado da semana: +0,27%;

Acumulado do mês: +0,27%;

Acumulado do ano: -7,38%.

Acumulado da semana: 0%;

Acumulado da semana: -3,08%;

Acumulado do mês: -3,08%;

Acumulado do ano: +7,07%.

Dúvidas sobre Ormuz pesam no petróleo

As dúvidas sobre uma eventual reabertura do Estreito de Ormuz, rota marítima no Oriente Médio por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo, seguem na mira dos investidores.

O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial

No final de semana, o Irã divulgou uma lista de exigências para a reabertura do canal, alertando que os EUA precisarão cumprir com as demandas para que Teerã libere a passagem de embarcações. As informações são do jornal americano "The New York Times" (NYT), com base em uma declaração veiculada pela mídia estatal iraniana.

Entre as exigências estão:

a suspensão do bloqueio naval e das sanções americanas contra o Irã;

a retirada das tropas americanas das proximidades do país;

o pagamento de indenizações de guerra;

a liberação de ativos iranianos congelados;

o fim dos ataques contra aliados iranianos na região; e

o encerramento das ameaças contra o país.

O ministro de relações exteriores iraniano, Abbas Araqchi, também afirmou que o Irã e o Omã estavam "muito perto" de um novo acordo sobre uma nova rota de navegação pelo Estreito.

"Há progresso entre Omã e Irã no estreito, e esperamos um acordo em breve", disse um funcionário americano à Reuters na sexta-feira. "Assim que o acordo para restabelecer a navegação comercial sem impedimentos for anunciado, os Estados Unidos suspenderão o bloqueio aos portos iranianos."

Na última semana, no entanto, o presidente americano, Donald Trump já havia afirmado que o Irã deveria escolher entre um "acordo" ou a "rendição total" da guerra. Em outro momentos, o presidente americano também já disse que o bloqueio naval só seria suspenso mediante um acordo com Teerã.

Além disso, autoridades americanas também já haviam afirmado anteriormente que o Irã só teria acesso aos ativos congelados caso se comprometesse em abrir mão do urânio enriquecido.

Entre as demais demandas do governo americano estão o abandono do programa de armas nucleares iraniano e a garantia de segurança da navegação no Estreito de Ormuz.

As desavenças entre os dois países voltam a levantar preocupações com a reabertura do canal e, consequentemente, com os impactos na oferta global de petróleo e nos preços de energia.

Na Ásia, a maioria das bolsas de valores da região fechou em alta nesta segunda-feira, conforme investidores avaliavam novos dados de produção industrial da China e a notícia de que o BC chinês se comprometeu, em seu plano quinquenal, a manter a taxa de câmbio do iuan basicamente estável, além de ampliar o uso da moeda no comércio e nos investimentos internacionais.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 0,16%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, teve alta de 0,25%. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,05% e o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 2,08%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 0,65%.

*Com informações da agência de notícias Reuters.

Dólar vive disparada nos últimos dias

Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo

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