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Ex-vereador de Uberlândia é condenado a 6 anos e 3 meses de prisão por desvio de verba de gabinete; defesa recorre

Rodi Nei Borges teve o mandato de vereadpr cassado em março de 2020

G1 — Brasil · 2026-08-10T20:37:05.000Z

Rodi Nei Borges teve o mandato de vereadpr cassado em março de 2020

Câmara Municipal de Uberlândia/Reprodução

O ex-vereador de Uberlândia Rodi Nei Borges foi condenado a 6 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de peculato-desvio. O processo apurou o uso de verbas de gabinete da Câmara Municipal. A sentença foi publicada no dia 7 de agosto pela juíza Ana Régia Santos Chagas, da 2ª Vara Criminal de Uberlândia.

Segundo a decisão, o prejuízo aos cofres públicos foi de R$ 220.296,00. A defesa informou que foi intimada da sentença e já apresentou recurso de apelação.

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Relembre o caso

Rodi Nei foi um dos 20 vereadores presos na Operação 'Má Impressão', deflagrada em 2019. O mandato dele foi cassado pela Câmara Municipal em março de 2020.

Segundo a sentença, entre janeiro de 2017 e outubro de 2019, quando Rodi Nei era vereador, foram apresentados 34 pedidos de reembolso à Câmara Municipal. Os documentos tinham notas fiscais de serviços de material gráfico consideradas falsas pela investigação.

A investigação apontou diferenças entre as quantidades de material gráfico informadas nas notas fiscais e a capacidade de produção das empresas que teriam realizado os serviços.

Como funcionava o esquema

A investigação teve como base relatórios de análise fiscal do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e o cruzamento de informações da Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais e da Prefeitura de Uberlândia.

Também foram analisadas as notas fiscais e os pedidos de ressarcimento apresentados à Câmara Municipal.

Segundo a decisão, os investigadores verificaram que as gráficas não tinham insumos suficientes para produzir as quantidades de material informadas nos documentos usados para pedir os reembolsos.

A magistrada concluiu que Rodi Nei desviou recursos públicos que estavam sob responsabilidade dele por causa do cargo. Por isso, classificou a conduta como peculato-desvio.

Rodi Nei também respondia pelos crimes de uso de documento falso e lavagem de dinheiro, mas foi absolvido dessas duas acusações.

No caso do uso de documento falso, a juíza aplicou o princípio da consunção e entendeu que a conduta foi absorvida pelo crime de peculato.

Em relação à lavagem de dinheiro, a magistrada considerou que não houve comprovação de atos para ocultar ou dissimular a origem dos recursos.

Além da prisão, o ex-vereador foi condenado ao pagamento de 1.904 dias-multa e das custas processuais. A Justiça também negou a substituição da pena por penas alternativas.

A sentença permitiu que Rodi Nei Borges recorresse em liberdade. Segundo a decisão, não foram identificados motivos para decretar a prisão preventiva.

A defesa do ex-vereador Rodi Nei Borges informou, por meio de nota, que aguardava o processamento do recurso e reafirmava a confiança no Poder Judiciário.

"Esperamos que, no momento processual oportuno, os fundamentos apresentados sejam devidamente apreciados pelo Tribunal, seja para a absolvição do ex-vereador, seja, subsidiariamente, para a redução da condenação imposta."

A nota foi assinada pelo advogado Flávio Roberto Silva.

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