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VAR aplicando a "Lei Vini Jr" pra expulsar o Hincapié, jogador do Equador
ge — Futebol · 2026-08-10T19:54:25.000Z
VAR aplicando a "Lei Vini Jr" pra expulsar o Hincapié, jogador do Equador
Em reunião realizada nesta tarde de segunda-feira em um hotel no Rio de Janeiro, os clubes das Séries A e B aprovaram conjunto de regras para combater a cera. As mudanças estrearão na 23ª rodada dos dois campeonatos.
A maioria das regras – leia os detalhes delas mais abaixo – foi testada na última Copa do Mundo e trata de coibir o antijogo, para aumentar o tempo de bola rolando. O chamado “Protocolo Vini Jr.” (ou Lei Vini Jr.) também passou pelo crivo dos clubes. A regra trata de punir com cartão vermelho o jogador que cobrir a boca em discussões com adversários.
Anderson Daronco consulta o VAR
Thiago Gomes / OLiberal
Outra novidade é a retirada de um jogador de linha por um minuto quando o goleiro da mesma equipe solicitar atendimento médico. Esta regra não foi adotada na Copa do Mundo, mas será utilizada na Inglaterra e na Espanha na próxima temporada.
O departamento de arbitragem da CBF quer coibir a cera por suposta lesão no goleiro. Entende que a pausa acaba servindo para treinadores passarem instruções aos atletas, além de retardar a volta da partida.
Qual jogador sai de campo? Há duas possibilidades: o treinador indica em 10 segundos quem sai ou o capitão deixa o campo assim que o departamento médico entrar para o atendimento. Caso o goleiro seja o capitão, sai um jogador previamente sorteado.
A CBF apresentou estudo comparando o tempo de bola rolando nas principais ligas do mundo e no Brasil, nas Séries A e B. Com 52min54s, o Brasileirão da Série A só fica à frente da Argentina na comparação com outros países. Veja:
MLS (EUA) – (2026) 57min12s de bola rolando
Bundesliga (Alemanha) – (2026) 56min18s
Ligue 1 (França) – 56min17s
Premier League (Inglaterra) – 55min23s
LaLiga (Espanha) – 55min09s
Serie A (Itália) – 54min28s
Brasileirão Série A – 52min54s
Brasileirão Série B – 51min09s
LPF Apertura (Argentina) – 50min02s
A CBF estabeleceu uma meta que considera realista de chegar a 57 minutos na soma da aplicação do conjunto de novas regras, mas outro fator importante dependerá da conduta da arbitragem e dos jogadores: a diminuição do número de faltas, do tempo para cobrar as faltas, do tempo perdido em atendimento médico e do tempo de uso do VAR.
A CBF quer “recuperar” 6min22seg de tempo de bola rolando em quatro quesitos – no que já chegaria a 59min16seg, bem acima da meta a curto prazo que a entidade pretende:
203 segundos perdidos em média com faltas
113 segundos perdidos com tempo de reposição de bola
50 segundos com tempo de atendimento médico
16 segundos em tempo de uso de VAR
Resumo das novas regras:
Cinco segundos para cobrar lateral
Quando o árbitro perceber que uma cobrança de lateral está sendo deliberadamente atrasada, ele deverá apitar e iniciar uma contagem regressiva visual de cinco segundos usando os dedos da mão.
Punição: Se o tempo se esgotar e o arremesso não for executado, a posse de bola passa para o adversário, que passará a ter o direito de fazer a cobrança.
Cinco segundos para cobrar tiro de meta
Como no caso anterior, quando o árbitro perceber que uma cobrança de tiro de meta está sendo propositalmente atrasada, ele deverá apitar e iniciar uma contagem regressiva visual de cinco segundos usando os dedos da mão.
Punição: caso o jogador não realize a cobrança dentro do tempo, o lance será revertido em escanteio para o time adversário.
Dez segundos para sair de campo em caso de substituição
O jogador a ser substituído terá 10 segundos para sair de campo após o quarto árbitro erguer a placa que indica a alteração. O árbitro irá indicar a contagem dos últimos cinco segundos com a mão levantada. A exceção se aplica ao jogador lesionado que claramente não tenha condições de sair do campo.
Punição: em caso de atraso do substituído, o jogador substituto deverá aguardar um minuto para entrar em campo, deixando o time infrator com um a menos durante esse tempo.
Um minuto fora em caso de atendimento médico
Anteriormente, jogadores que saíam de campo para receber atendimento médico aguardavam apenas a autorização do juiz para voltar ao jogo. Muitas vezes, isso era usado como artifício para fazer cera. Agora, será necessário aguardar pelo menos 60 segundos para voltar ao campo, deixando o time com um a menos durante esse tempo.
Caso o jogador seja um goleiro, sai um jogador de linha por 1 minuto.
Lei Vini Jr.
Um jogador, suplente ou jogador substituído é expulso se cobrir a boca ao se comunicar com um adversário de maneira provocativa, depreciativa ou inflamatória.
VAR para corrigir segundo amarelo; revisão de escanteio a partir de 2027
Até a Copa do Mundo, o protocolo do VAR atendia apenas a quatro tipos de lance: gol, pênalti, cartão vermelho direto e erro de identificação. Agora, ele terá sua área de atuação ampliada. A partir do Mundial, o VAR poderá fazer mais uma intervenção quando o árbitro aplicar por engano um segundo cartão amarelo que expulsaria um jogador.
A partir de 2027, a revisão será estendida para outra situação: quando um escanteio concedido por engano resultar diretamente em gol ou pênalti.
Como são erros objetivos, o VAR pode avisar diretamente à arbitragem, sem que o juiz tenha que ir ao monitor à beira do campo para interpretar o lance.