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Familiares relataram que ela tinha uma vida ativa e frequentava a academia diariamente
G1 — Brasil · 2026-08-11T08:03:01.000Z
Familiares relataram que ela tinha uma vida ativa e frequentava a academia diariamente
A diarista Maria Raimunda Osório da Silva, de 48 anos, que morreu durante treino em uma academia de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, nessa segunda-feira (10), tinha vida ativa e não se queixava de sintomas ou problemas de saúde nos dias anteriores à morte dela.
Ao g1, a enteada, Bruna Melo explicou que a última vez que viu Raimunda foi na noite de domingo (9), durante a missa. Na ocasião, a família chegou a combinar de sair após a celebração religiosa.
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"Falei com ela para irmos comer um churrasco e hoje [segunda] pela manhã [ela] foi normalmente para a academia, como todos os dias. Estava tudo certo. Estamos muito abalados, pois ontem [domingo] nós estávamos na missa juntas e ela estava super bem", contou.
O velório de Maria Raimunda ocorreu na Igreja Nossa Senhora de Fátima e o enterro foi feito no final da tarde de segunda, no Cemitério São João Batista, em Cruzeiro do Sul. A diarista deixa dois filhos de 14 e 24 anos e o marido.
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Segundo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a vítima teve uma parada cardiorrespiratória.
"Uma prima me ligou hoje cedo pra poder ir lá na academia e ver se era realmente era ela. Não acreditei que poderia ser quando a vi. Ela trabalhava na casa de uma família há muitos anos e foi tão rápido, estamos sentindo muito, o meu pai está bastante triste", completou a enteada.
A academia Top Fitness e Saúde, onde a diarista malhava, suspendeu as atividades nesta segunda. Em um comunicado publicado nas redes sociais, a administração lamentou o ocorrido. "Neste momento de imensa tristeza, toda a academia se solidariza com os familiares e amigos", disse.
Chegada do Samu
O Samu foi chamado por volta das 5h45 por outros alunos que malhavam no local. Uma médica que também treinava prestou os primeiros socorros até a equipe de socorristas chegar. O médico que atendeu a ocorrência explicou que pessoas relataram que ela reclamava de intensa dor de cabeça.
"Não temos certeza do que causou o óbito, suspeita-se de um AVC porque, segundo relatos, ela falavam de uma intensa dor de cabeça, mas precisava fazer o exercício por conta de uma orientação médica para tratamento da hipertensão de difícil controle", destacou Caio Rodrigues,
O profissional ressaltou ainda que havia bastante sangue nas vias aéreas da vítima o que, segundo ele, pode configurar um infarto fulminante. "Pode ter rompido a vascularização dela e, por conta disso, ter um sangramento tão intenso. Como não conseguimos fazer autópsia, não sabemos a causa", lamentou.
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