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BC vê inflação desacelerando, mas vê pressão do petróleo e de gastos públicos; porta fica aberta para próxima reunião

O Banco Central observou que a inflação para os consumidores desacelerou nas leituras mais recentes, embora ainda permaneçam acima das metas fixadas, e apontou pressão dos gastos públicos (estimulando a demanda) e de choques de oferta,…

G1 — Economia · 2026-08-11T11:07:29.000Z

O Banco Central observou que a inflação para os consumidores desacelerou nas leituras mais recentes, embora ainda permaneçam acima das metas fixadas, e apontou pressão dos gastos públicos (estimulando a demanda) e de choques de oferta, como a alta do petróleo - decorrente da guerra no Oriente Médio.

A informação consta na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, realizada na semana passada, quando a taxa básica de juros da economia brasileira foi reduzida para 14% ao ano - no quarto corte seguido. Em termos reais, porém, o juro brasileiro ainda é o maior do mundo, segundo levantamento da MoneYou.

🔎A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.

"No contexto atual de incerteza em níveis historicamente elevados, com riscos assimétricos na direção altista para os preços, o Comitê reitera que a magnitude do ciclo de calibração será ajustada à luz da evolução do cenário, de forma a manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta", informou o BC, a ata do Copom.

Como as decisões são tomadas

Para definir os juros, a instituição atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic.

Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.

Com a inflação ficando seis meses seguidos acima da meta em junho, o BC teve de divulgar uma carta pública explicando os motivos.

Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses.

Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.

Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o primeiro trimestre de 2028.

Para 2026, 2027 e 2028, respectivamente, as estimativas de inflação do mercado financeiro estão em 5,02%, 4,22% e 3,80% - todas acima da meta central de inflação.

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