ITATIBA1

Estudante de Direito assassinada em Pindamonhangaba tinha medida protetiva contra ex-namorado

Jovem de 23 anos é morta a tiros em Pindamonhangaba

G1 — Brasil · 2026-08-11T11:24:35.000Z

Jovem de 23 anos é morta a tiros em Pindamonhangaba

A estudante de Direito Lívia Berthoud, de 23 anos, morta a tiros na manhã desta segunda-feira (10), em Pindamonhangaba (SP), tinha uma medida protetiva contra o ex-namorado, apontado pela Polícia Civil como principal suspeito do crime.

Segundo o boletim de ocorrência, a jovem já havia procurado a polícia por episódios de violência doméstica e havia conseguido uma medida protetiva contra Carlos Eduardo Barbosa Vieira Leite, de 25 anos. Familiares também relataram aos policiais que ele não aceitava o fim do relacionamento e já havia feito ameaças de morte contra a vítima.

Carlos Eduardo foi preso em flagrante pelos crimes de feminicídio e descumprimento de medida protetiva. Após o crime, ele foi encontrado ferido em um apartamento em Pindamonhangaba, depois de, segundo a investigação, tentar tirar a própria vida. O suspeito foi socorrido e permanece internado sob escolta policial, sem condições de prestar depoimento.

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp

Segundo o boletim de ocorrência, policiais encontraram o nome de Lívia escrito com sangue em um espelho do apartamento do suspeito. Para a Polícia Civil, o vestígio reforça a hipótese de que o ex-namorado tenha sido o autor do feminicídio.

Jovem morta a tiros era estudante de Direito e fazia estágio no Tribunal de Justiça no interior de SP

Mulher é morta a tiros em praça de Pindamonhangaba; ex-companheiro é suspeito do crime

Lívia Berthoud tinha 23 anos, cursava Direito na Unitau e fazia estágio no Tribunal de Justiça de São Paulo.

Acervo pessoal/cedida família

Lívia foi assassinada em uma praça na Rua São Sebastião, no bairro Campo Alegre. Segundo a Polícia Militar, ela foi atingida por disparos de arma de fogo na cabeça e morreu no local.

A jovem cursava o 10º semestre de Direito na Universidade de Taubaté (Unitau) e fazia estágio no Ofício das Execuções Criminais de Taubaté, vinculado ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Em nota, a Unitau manifestou "profundo pesar" pela morte da estudante, prestou solidariedade aos familiares, amigos, colegas e professores e afirmou repudiar toda forma de violência.

A universidade também informou que a memória de Lívia estará presente nas atividades promovidas nesta semana em referência aos 20 anos da Lei Maria da Penha.

Lívia Berthoud cursava o 10º semestre de Direito e fazia estágio no TJ-SP.

Acervo pessoal/cedida família

De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares foram até o apartamento do suspeito após receberem informações de que ele seria o autor do crime.

No imóvel, os agentes apreenderam um revólver calibre 38, celulares, uma pequena quantidade de droga e outros objetos que serão analisados durante a investigação.

A Polícia Civil também vai apurar as circunstâncias do descumprimento da medida protetiva e reunir provas para esclarecer toda a dinâmica do feminicídio.

O corpo de Lívia está sendo velado nesta terça-feira (11), em Pindamonhangaba.

O g1 tenta localizar a defesa do suspeito preso. A reportagem será atualizada caso os advogados se manifestem.

Lívia Berthoud cursava o 10º semestre de Direito e fazia estágio no TJ-SP.

Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

Leia no Itatiba1 →