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Tudo sobre o polêmico projeto do Presidente da Fifa
ge — Futebol · 2026-08-11T12:47:07.000Z
Tudo sobre o polêmico projeto do Presidente da Fifa
Donald Trump saiu em defesa de Gianni Infantino em meio a críticas no mundo do futebol. O presidente dos Estados Unidos disse que a Fifa cometeria um "erro terrível" caso substituísse seu mandatário atual por conta da pressão de outras confederações.
— A Fifa cometeria um erro terrível se, por qualquer motivo, sequer considerasse substituir o presidente Gianni Infantino. Ele é fantástico, tendo acabado de presidir a Copa do Mundo mais bem-sucedida de todos os tempos, quatro vezes mais bem-sucedida que a anterior. Se ele se for, nunca mais será tão bem-sucedida ou lucrativa - disse o presidente dos EUA na Truth Social, rede social criada pelo grupo de mídia de Trump.
A resistência ao presidente da Fifa se intensificou depois que seu plano em criar uma empresa para operar os torneios da Fifa e vender ações dela foi exposto. O italiano já desistiu da ideia, mas segue sendo muito questionado. A Uefa, por exemplo, quer a renúncia de Infantino.
Europa, Ásia e Concacaf somam 136 votos contra Infantino; entenda
Gianni Infantino, presidente da Fifa, e Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
REUTERS/Leah Millis/File Photo
O processo eleitoral da Fifa começa em 19 de novembro, quando se encerra o prazo para a inscrição de chapas. Um candidato precisa do apoio formal de pelo menos quatro associações.
A eleição está prevista para o próximo Congresso da Fifa, em Rabat, Marrocos, em março do ano que vem. Infantino, por enquanto, é o único candidato declarado ao pleito e busca seu terceiro mandato – portanto, o último, de acordo com o estatuto da Fifa.
A Fifa tem hoje 211 associações-membros, todas com direito a voto e com o mesmo peso. Para escolher um presidente, é preciso ter a maioria simples – ou seja, 106. O voto é secreto.
Uefa, Concacaf e AFC se declararam contra Infantino e somam 136 votos no Congresso da Fifa, o principal órgão de decisão e que escolherá o próximo presidente. O número é mais do que suficiente para eleger alguém para a cadeira que hoje é de Infantino, mas há desertores – e o suíço conta com eles.