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Campos registra mais de 2 mil ocorrências de violência contra a mulher de janeiro a julho de 2026

Grupo se reuniu para discutir reforço na rede de proteção

G1 — Brasil · 2026-08-11T12:59:00.000Z

Grupo se reuniu para discutir reforço na rede de proteção

Mais de 2 mil ocorrências já foram registradas pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Campos, no Norte Fluminense, nos sete primeiros meses de 2026, revelando a dimensão da violência contra a mulher no município. Diante desse cenário, instituições se reuniram nesta segunda-feira (10) para discutir medidas de fortalecimento das políticas públicas de prevenção e enfrentamento.

Entre as propostas apresentadas está a transformação da atual Subsecretaria de Políticas para as Mulheres em uma Secretaria Municipal da Mulher, com estrutura, equipe e orçamento próprios. A medida busca ampliar a articulação entre os serviços de proteção e garantir maior capacidade de execução de políticas públicas.

Também foi discutida a criação de um Fundo Municipal de Políticas para as Mulheres, destinado a assegurar recursos específicos para ações de prevenção e proteção.

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O encontro contou com representantes da Defensoria Pública, do Ministério Público, da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (COMDIM) e de órgãos da rede de atendimento às mulheres.

A reunião acontece após Campos aderir ao Pacto Nacional contra o Feminicídio, que prevê a construção de um plano de ação municipal voltado à prevenção da violência. Segundo a defensora pública Carolina Hennig Gomes, a prevenção deve envolver diferentes setores e começar antes que os casos aconteçam, inclusive nas escolas.

“Precisamos de um plano de ação para o município, pensando na prevenção da violência em seus aspectos primários, como as escolas”, explicou a defensora pública Carolina Hennig Gomes.

A defensora Rita Bicudo reforçou a necessidade de transformar a subsecretaria da mulher em secretaria, com maior acesso a recursos e capacidade de atuação.

“A gente está aqui para isso, para tentar buscar forças, para mostrar ao poder público que nós precisamos tornar a subsecretaria uma secretaria da mulher, para que possa ter fundos, receber verbas e a gente criar políticas públicas que de fato fortaleçam a mulher, que rompe o ciclo da violência”, afirmou.

Os dados da DEAM mostram que em 2025 foram registrados 3.653 boletins de ocorrência, 2.026 medidas protetivas e 177 prisões. Em 2026, até 7 de julho, já havia 2.040 registros, 1.038 medidas protetivas e 87 prisões. A delegada Juliana Oliveira Buchas afirmou que o número de atendimentos cresce diariamente e que o maior desafio é garantir proteção às mulheres após deixarem a delegacia.

“Nossa maior dificuldade é ver esses números aumentando diariamente”, disse a delegada.

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