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'Foi desesperador', diz brasileira que viveu terremoto durante férias na Colômbia

Mortos passam de 220 após terremoto na Colômbia; equipes buscam vítimas sob escombros

G1 — Brasil · 2026-08-11T14:07:31.000Z

Mortos passam de 220 após terremoto na Colômbia; equipes buscam vítimas sob escombros

"A gente não pensou duas vezes, só saiu pelas escadas. A cada andar que a gente ia descendo, ia saindo mais gente correndo, desesperado". O relato é da roraimense Hellen Crys de Souza, que estava de férias em Bogotá, na Colômbia, quando um terremoto atingiu o país nesta segunda-feira (20).

O terremoto, de magnitude 7,4, foi o mais forte registrado na Colômbia na última década. Segundo o balanço mais recente, o desastre deixou mais de 200 mortos, mais de 500 feridos e dezenas de desaparecidos.

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O epicentro foi registrado no município de San José del Palmar, no departamento de Chocó, a 103 km de profundidade. A cidade fica a cerca de 230 km de Bogotá, capital do país, onde Hellen e uma amiga estavam.

Hellen Crys e a amiga Eduarda Santos durante férias na Colômbia.

A jovem contou ao g1 que estava na Colômbia havia cerca de uma semana, mas estava em Bogotá havia apenas dois dias. Ela tinha acabado de acordar quando sentiu o terremoto e, inicialmente, achou que a amiga estivesse se mexendo na cama. As duas estavam no 14º andar de um prédio.

"Eu olhei pra minha amiga e vi que ela estava quieta, e eu acordei ela e falei: 'tu tá sentindo isso?' Ela falou: 'tô'. A gente pensou que fosse terremoto, só não queria acreditar. A gente correu e foi para o chão e, quando ela abriu a porta, ouviu o barulho da sirene", contou.

"Os cachorros [estavam] com medo, tinham cachorros se mijando, nossa, foi desesperador. A gente percebeu que era realmente um terremoto na hora que estava descendo pelas escadas, porque, até então, não tinha ninguém nos corredores. Só o prédio balançando, balançando muito", ressaltou a jovem, que atua na área de tecnologia.

Segundo Hellen, na região onde estava hospedada, a situação começou a voltar ao normal cerca de dez minutos depois do terremoto. Apesar disso, as amigas ficaram com receio e deixaram o prédio onde estavam hospedadas cerca de três horas antes do previsto. Elas deixaram o país na noite desta segunda-feira, em um retorno que já estava programado para o Brasil. As duas vivem em Boa Vista, capital de Roraima.

"Logo depois que parou, todo mundo já começou a subir para o prédio. A gente até achou muito estranho e até perguntamos para a mulher do hotel se podia subir. Ela riu assim e falou: 'pode'. Tipo assim, normal, pode subir. Nós fizemos tudo às pressas porque estávamos no 14º andar e morrendo de medo. Balançou muito, muito", disse.

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O terremoto foi o mais forte registrado na Colômbia na última década, segundo o Serviço Geológico do país. Cerca de uma hora depois, uma réplica de magnitude 5,0 foi registrada a 100 km de profundidade.

Em Bogotá, edifícios foram esvaziados e centenas de pessoas saíram às ruas em meio ao barulho das sirenes. Segundo o prefeito Carlos Galán, até o momento, foram registradas apenas rachaduras superficiais em algumas casas e prédios da capital.

A tragédia aconteceu poucos dias após a posse de Abelardo de la Espriella como presidente. Ele declarou emergência nacional.

"O governo nacional mobilizou todos os recursos para proteger vidas, auxiliar as comunidades afetadas e prestar auxílio onde quer que seja necessário", disse Espriella em pronunciamento à nação.

O tremor também foi sentido no Equador e na Venezuela. No Brasil, moradores de Manaus relataram ter sentido os efeitos do terremoto.

Segundo sismólogos, tremores são relativamente comuns na Colômbia porque o país fica próximo ao encontro de placas tectônicas e ao chamado Círculo de Fogo do Pacífico. Terremotos de grande magnitude, como o desta segunda-feira, no entanto, são menos frequentes.

👉 O Círculo de Fogo do Pacífico é uma área de cerca de 40 mil quilômetros, em formato de ferradura, que circunda o oceano Pacífico. A região concentra intensa atividade sísmica e vulcânica.

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