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Entenda os próximos passos da investigação sobre intervenção judicial no Corinthians

Corinthians vence o Bragantino e cola no G-5 do Brasileirão

ge — Futebol · 2026-08-11T14:00:09.000Z

Corinthians vence o Bragantino e cola no G-5 do Brasileirão

O depoimento do presidente Osmar Stabile representou um dos primeiros passos do inquérito civil sobre eventual intervenção judicial no Corinthians. O procedimento deve durar pelo menos mais dois meses, com o objetivo principal de avaliar se a atual diretoria e os órgãos internos são capazes de lidar com a crise do clube.

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Depois da oitiva de Stabile, na última segunda-feira, outras pessoas envolvidas no dia a dia do Corinthians serão chamadas para depor pelos promotores Luiz Ambra Neto e André Pascoal. O conselheiro Leandro Cano, que é juiz, já havia sido ouvido na sexta-feira passada.

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O intuito de ouvir o presidente logo no início da investigação era esclarecer dúvidas sobre a gestão e as situações administrativa e financeira do Corinthians, apurar as providências tomadas em relação a fatos envolvendo o clube e pedir acesso a documentos complementares.

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José Edgar de Matos

Foi uma oitiva com cerca de três horas - uma duração considerada "muito longa" no MP, devido à quantidade de assuntos e ao alongamento das explicações dadas por Stabile. Ele estava acompanhado de dois advogados e do diretor jurídico do clube, Pedro Soares.

Os promotores ouviram as explicações, mas agora querem ter acesso a documentos que as comprovem. O clube prometeu transparência.

Independentemente dos fatos ocorridos no passado recente do Corinthians, os promotores desejam saber se a atual estrutura do clube - diretoria e órgãos internos - é capaz de lidar com os problemas e resolvê-los: se as irregularidades estão sendo corrigidas, se há providências para atenuar as dificuldades financeiras, se os órgãos internos têm conseguido exercer seus papéis, se o clube está cumpre sua finalidade social como associação.

O inquérito não tem um prazo para ser concluído, mas os promotores acreditam que o procedimento não deve ser finalizado em menos de dois meses, o que aproximaria o eventual desfecho das eleições do clube, a serem realizadas no fim deste ano.

Os representantes do MP passaram as últimas semanas analisando os documentos enviados desde a abertura do inquérito, em dezembro de 2025. Eles só puderam trabalhar na documentação a partir de meados de maio deste ano, quando o Conselho Superior do MP negou um recurso do Corinthians e autorizou o prosseguimento da investigação.

Nesse período de paralisação do inquérito, sócios entraram com um processo na Justiça pedindo intervenção judicial. É um procedimento independente do que tramita no MP, mas que os promotores têm acompanhado.

No último posicionamento à Justiça, eles defenderam o prosseguimento da ação judicial dos sócios, mas ainda não se manifestaram sobre o mérito do pedido.

A depender das conclusões, o inquérito civil do MP pode resultar em uma ação civil pública requisitando intervenção judicial na administração do clube ou em um termo de ajustamento de conduta (TAC) para que o próprio clube faça as correções sugeridas pelos promotores.

O MP pode pedir a intervenção judicial, mas é a Justiça que decreta ou não tal medida.

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