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Operação da Polícia Civil prendeu suspeitos de "golpe do falso advogado"
G1 — Brasil · 2026-08-11T14:30:41.000Z
Operação da Polícia Civil prendeu suspeitos de "golpe do falso advogado"
A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira (11) três suspeitos de integrar uma quadrilha especializada no chamado "golpe do falso advogado" durante uma operação realizada em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo. Outros dois integrantes do grupo continuam foragidos. Também foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão.
A ação foi coordenada pela Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Barretos, no interior paulista, após cerca de oito meses de investigação. Os suspeitos vão responder por estelionato e associação criminosa.
Segundo a polícia, a apuração começou depois que um mecânico de 47 anos procurou a delegacia em Barretos para denunciar uma tentativa de golpe. A vítima recebeu mensagens de uma pessoa que se apresentava como seu advogado e informava que ela havia vencido um processo judicial.
Para receber o suposto valor da ação, o homem foi orientado a realizar uma transferência bancária de quase R$ 10 mil, supostamente para liberar o dinheiro e evitar a cobrança de impostos. Antes de concluir a operação, ele percebeu que se tratava de uma fraude. Ainda assim, chegou a acessar um link enviado pelos criminosos e sofreu prejuízo financeiro.
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De acordo com o delegado Gustavo Lopes Coelho, responsável pela investigação, o grupo atuava em diversos estados e utilizava informações obtidas por meio da internet e da comercialização ilegal de dados.
"Eles obtinham informações de processos, com dados das partes e valores das causas, e faziam contato com as vítimas se passando por advogados para obter as vantagens ilícitas através dessa lludibriação", afirmou.
As investigações identificaram cinco integrantes da organização criminosa, formada por quatro homens e uma mulher. Três deles, dois homens e uma mulher, foram presos nesta terça. Os outros dois ainda não foram localizados.
Ainda segundo o delegado, os criminosos davam aparência de legitimidade às abordagens utilizando imagens de advogados reais, símbolos do Poder Judiciário e até chamadas de vídeo que simulavam audiências virtuais.
"Eles realizavam videochamadas utilizando brasões e referências ao Poder Judiciário. Em alguns casos, chegavam a se passar por juízes e promotores para convencer as vítimas de que participavam de audiências oficiais", disse.
A polícia afirma que a quadrilha atuava há pelo menos um ano e era especializada nesse tipo de fraude. Os golpes geralmente envolviam quantias entre R$ 10 mil e R$ 15 mil por vítima.
Os investigadores ainda tentam dimensionar o prejuízo total causado pelo grupo. Segundo a polícia, além do caso registrado em Barretos, foram identificadas outras vítimas em diferentes estados do país.
Durante as buscas, foram apreendidos celulares, computadores, dispositivos de armazenamento digital e documentos. Todo o material passará por perícia para auxiliar no aprofundamento das investigações e na identificação de possíveis novos envolvidos.