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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (11), uma operação para investigar suspeitos de integrar um esquema de desvios de recursos públicos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).
G1 — Política · 2026-08-11T14:05:07.000Z
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (11), uma operação para investigar suspeitos de integrar um esquema de desvios de recursos públicos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).
Segundo as investigações, o dinheiro público que deveria ser usado para atividades políticas e eleitorais teria sido repassado a empresas e pessoas que não teriam estrutura para prestar os serviços correspondentes aos valores recebidos.
O que aponta possíveis irregularidades e desvio de verbas federais. As investigações começaram após a análise de prestações de contas eleitorais e de partidos enviadas à Justiça Eleitoral, e relatórios de inteligência financeira, além do cumprimento de mandados pela PF.
Até a última atualização desta reportagem, a PF não havia divulgado quem são os partidos e os suspeitos entre os alvos da operação.
Agora no g1
🔎Os dois fundos citados nas investigações são duas fontes de dinheiro público usadas para financiar partidos e campanhas eleitorais, mas com finalidades diferentes:
Fundo Partidário: é dinheiro público repassado aos partidos para manter suas atividades. Pode bancar, por exemplo, despesas de funcionamento das legendas, manutenção de sedes, contratação de serviços e outras atividades partidárias previstas em lei. Uma parte também pode ser usada em campanhas.
Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC): é o chamado “Fundo Eleitoral”. É dinheiro público destinado exclusivamente ao financiamento das campanhas eleitorais. Os partidos distribuem os recursos entre seus candidatos seguindo as regras eleitorais.
A operação cumpre mandados de busca e apreensão e outras medidas determinadas pela Justiça Eleitoral.
Entre elas estão o bloqueio de contas bancárias e investimentos, o bloqueio de bens e o afastamento de investigados de cargos de direção e administração em entidades relacionadas ao caso.
Os investigadores também apuram possíveis vínculos, diretos ou indiretos, entre os beneficiários dos recursos — no caso, os donos de empresas e pessoas físicas suspeitas — e integrantes dos partidos investigados.
Fachada do prédio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)