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Trânsito e mobilidade são desafios para a Região Metropolitana de Jundiaí

Eleições 2026: Conheça os desafios da Região Metropolitana de Jundiaí

G1 — Brasil · 2026-08-11T16:09:24.000Z

Eleições 2026: Conheça os desafios da Região Metropolitana de Jundiaí

A Região Metropolitana de Jundiaí, formada por Jundiaí, Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Itupeva, Louveira, Jarinu e Cabreúva, reúne cerca de 880 mil moradores. Apesar do crescimento, mantém características do interior, como a Serra do Japi e diversos parques.

O contato com a natureza atrai novos moradores, enquanto o polo econômico se fortalece com empresas nacionais e multinacionais.

Região Metropolitana de Jundiaí reúne sete cidades e 880 mil moradores

O sossego do interior convive com o ritmo acelerado de uma das áreas mais dinâmicas do estado. Aos pés da Serra do Japi e cortada por rodovias estratégicas, a região deixou de ser apenas passagem. Hoje, é destino de quem busca qualidade de vida sem abrir mão da proximidade com São Paulo.

O comércio é variado, das ruas populares aos grandes shoppings. No lazer, há opções como parques, restaurantes e espaços culturais. A região também virou alternativa para moradores da capital nos fins de semana.

Trânsito e mobilidade são desafios

Região Metropolitana de Jundiaí é cortada por rodovias estratégicas e deixou de ser apenas passagem.

Nos últimos dez anos, a frota de veículos cresceu 35%. O número saltou de 503 mil para 684 mil carros. O aumento reflete diretamente nas rodovias, que enfrentam congestionamentos cada vez mais frequentes.

Histórias como a de Liliane Gavitti mostram os desafios da mobilidade. Há quase 30 anos, ela sai de Cabreúva para trabalhar em Jundiaí. Para chegar no horário, precisa madrugar e percorrer mais de 25 km. O trânsito pesado é rotina na Rodovia Dom Gabriel, que conecta cidades da região. A última duplicação da via foi em 2006, mas desde então o número de veículos só aumentou.

Transporte coletivo é motivo de reclamações na Região Metropolitana de Jundiaí

A rotina também pesa para a escrevente Caroline Boachak, moradora de Jarinu. Ela acorda às 4h20 para chegar ao trabalho em Jundiaí. O trajeto de até 1h30 no ônibus virou oportunidade para estudar e ler, mas os congestionamentos nas avenidas da cidade tornam o percurso ainda mais difícil, principalmente em dias de chuva.

A escrevente Caroline Boachak mora em Itupeva e trabalha em Jundiaí

Os congestionamentos deixaram de ser apenas em ruas e avenidas e passaram a ocupar rodovias e estradas vicinais. Em média, 199 mil veículos circulam por ano nessas vias, contra 168 mil há dez anos.

"No topo da pirâmide, qualquer trabalho de planejamento público é para privilegiar primeiramente a mobilidade ativa, o transporte público, para você conseguir retirar essa questão de veículos individuais das ruas, também atender questões de meio ambiente, questões de ESG, para você conseguir privilegiar a pessoa como um coletivo, não apenas como um individual", defende o especialista em mobilidade Gustavo Azevedo.

No fim das contas, mobilidade não é só deslocamento. É sobre o tempo que moradores ganham ou perdem diariamente. O futuro da região depende das decisões tomadas agora para mudar essa realidade.

Gustavo Azevedo, especialista em mobilidade

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