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Manifestantes se concentram na frente da Suprema Corte da Rússia, que proibiu partido antiguerra Yaboklo de concorrer nas próximas eleições parlamentares do país, em 10 de agosto de 2026.
G1 — Brasil · 2026-08-11T15:35:39.000Z
Manifestantes se concentram na frente da Suprema Corte da Rússia, que proibiu partido antiguerra Yaboklo de concorrer nas próximas eleições parlamentares do país, em 10 de agosto de 2026.
Igor Ivanko/ AFP
Ema uma rara manifestação em um país que caça e condena opositores, dezenas de pessoas foram às ruas de Moscou, na Rússia, na segunda-feira (10) em um raro protesto contra uma decisão judicial contrária a um partido opositor ao governo de Vladimir Putin.
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Em desafio à proibição, manifestantes se reuniram em Moscou para protestar contra a decisão. Muitos levaram uma maçã na mão, em demonstração de apoio ao Yabloko — o nome significa maçã em russo.
"Foi um erro bani-los. Por que não dar a eles a oportunidade de apresentar alguns de seus próprios planos e ideias?", disse à agência de notícias Reuters Alla Galieva, que visitava Moscou vinda de sua cidade natal, Barnaul, no oeste da Sibéria.
👉 Com a maioria dos opositores de Putin presos, exilados ou mortos, o Yabloko é o único partido liberal que continua em atividade na Rússia. A sigla também foi uma importante força liberal na Rússia pós-soviética.
"A democracia não deveria ser restringida dessa forma. Eu preferiria que todos os que desejassem pudessem apresentar seus programas e tentar concorrer às eleições em pé de igualdade", disse à Reuters a moradora de Moscou Tatyana Uvarova. "Mas o que se pode fazer? São tempos difíceis".
Yulia Navalnaya, viúva do dissidente russo Alexei Navalny, também condenou a decisão.
"A maioria dos russos contrária à guerra viu que tinha uma chance única de expressar sua posição e votar em um partido antiguerra. O Kremlin não podia permitir isso", disse em um vídeo publicado na internet.
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Na segunda-feira (10), a Suprema Corte da Rússia declarou que foram "aceitos" os pedidos para anular o registro das candidaturas do Yabloko no pleito.
Um partido nacionalista pró-Kremlin havia recorrido à Suprema Corte para impedir a participação do Yabloko nas eleições parlamentares, vencidas desde 2003 pelo Rússia Unida, partido do presidente Vladimir Putin.
O líder do Yabloko, Nikolai Rybakov, anunciou que o partido recorrerá.
"Temos um longo caminho pela frente e uma tarefa grande e importante: deter as mortes e trazer a paz de volta", afirmou. "Tudo o que fizermos deve ser dedicado a isso", acrescentou.
A legenda recebeu o apoio de várias figuras da oposição no exílio, incluindo Yulia Navalnaya, viúva do falecido líder opositor Alexei Navalny. Ambos são classificados como "extremistas" na Rússia.
Uma pesquisa realizada no início deste ano apontou apenas 3% de apoio ao Yabloko, abaixo do limite de 5% necessário para obter representação na Duma, a Câmara Baixa do Parlamento russo.
A última vez que o partido conquistou cadeiras na Duma foi nas eleições de 2003.
As tentativas de encerrar pela via diplomática a guerra na Ucrânia, que já dura quase quatro anos e meio, fracassaram até agora.
Putin mantém suas exigências territoriais para encerrar os combates e descarta negociar com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Pesquisas independentes mostram que a maioria dos russos é favorável ao início de negociações de paz com Kiev.
Apoiadores do partido liberal russo Yabloko se aglomeram em frente ao Supremo Tribunal durante uma audiência de um caso apresentado por um partido nacionalista pró-Kremlin
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