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Em uma madrugada, chove 60% do previsto para agosto em Rio Branco

Em uma madrugada, chove o equivalente a 60% do esperado para agosto em Rio Branco, diz órgão

G1 — Brasil · 2026-08-11T16:14:52.000Z

Em uma madrugada, chove o equivalente a 60% do esperado para agosto em Rio Branco, diz órgão

Dayane Leite/Rede Amazônica Acre

A chuva de 27,8 mm que atingiu a capital acreana na madrugada desta terça-feira (11) é o equivalente a 60% do previsto para todo o mês de agosto, que é de 46,5 mm. A informação foi repassada pela Defesa Civil de Rio Branco.

Ainda na tarde de segunda-feira (10), um vendaval destelhou três casas e derrubou uma árvore no bairro Belo Jardim I, no Segundo Distrito de Rio Branco.

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“Chuvas assim, mal distribuídas não ajudam na crise hídrica”, afirmou o coordenador do órgão, o tenente-coronel Cláudio Falcão.

Segundo a Defesa Civil Municipal, as rajadas chegaram a 65 quilômetros por hora. Apesar dos transtornos, ninguém se feriu.

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As residências atingidas ficam na Travessa Isaias, enquanto a Rua Primavera ficou obstruída devido à queda de vegetação. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil foram acionadas e atenderam as ocorrências.

Os agentes fizeram vistorias nas casas e orientaram os moradores dos locais atingidos. Também foi feita a retirada da árvore da via que estava bloqueada.

Rio Acre e chuvas no primeiro semestre

No mês de julho, o nível do Rio Acre reduziu 40 centímetros, entrando na faixa dos dois metros na qual permanece até o início de agosto. Nesta terça (11), o manancial marcou 2,18 metros.

Conforme o monitoramento da Defesa Civil de Rio Branco, o manancial estava com 2,58 metros no dia 1º do mês passado. No último dia 1º, a medição chegou a 2,18 metros.

No dia 3 de agosto, o nível do manancial marcou 2,06 metros, a menor marca do ano. Os três primeiros dias de agosto acumulam queda de 12 centímetros e aproximam o manancial da menor cota histórica, de 1,25 metro, de setembro de 2024.

No mês de julho, o nível do Rio Acre reduziu 40 centímetros,

Richard Lauriano/Rede Amazônica Acre

A ausência prolongada de chuvas na capital preocupa a Defesa Civil Municipal. O órgão alerta para o agravamento do cenário nas próximas semanas, com a intensificação do período seco e a previsão de influência do fenômeno El Niño.

O primeiro semestre de 2026 foi mais chuvoso do que o mesmo período ano passado em Rio Branco. Dados da Defesa Civil Municipal mostram que, entre janeiro e junho, foram registrados 1.557,5 milímetros de chuva na capital, volume 18% superior ao acumulado de 1.321,2 milímetros contabilizado nos seis primeiros meses de 2025.

Conforme a Defesa Civil, as chuvas não ocorreram de forma uniforme ao longo do semestre. Grande parte desse acumulado foi influenciada por episódios isolados de chuva intensa, cenário considerado atípico e que, na prática, não afasta a previsão de uma estiagem mais severa nos próximos meses.

Primeiro semestre de 2026 foi mais chuvoso do que o mesmo período ano passado em Rio Branco

Thiago Mendes/Rede Amazônica Acre

Conforme os números, a maior diferença foi observada em janeiro, quando Rio Branco registrou 644,5 milímetros de chuva, mais de três vezes o volume contabilizado no mesmo mês de 2025, que foi de 190 milímetros.

Também houve aumento em março, que passou de 259,9 milímetros para 365,6 milímetros, em maio, de 73,4 milímetros para 81 milímetros e principalmente em junho, quando o acumulado saltou de 29,1 milímetros para 106 milímetros.

Já fevereiro e abril seguiram caminho contrário. Em fevereiro deste ano, foram registrados 114,4 milímetros, bem abaixo dos 411,1 milímetros observados no mesmo período de 2025. Em abril, o acumulado caiu de 357,6 milímetros para 245,9 milímetros. (Veja gráfico detalhado abaixo)

Em junho, embora tenha encerrado com 106 milímetros de chuva, volume muito acima da média histórica esperada para o período, de 39,4 milímetros, praticamente toda essa precipitação ficou concentrada em um único episódio.

Os dados históricos também mostram que o período mais crítico ainda está por começar. Julho, agosto e setembro tradicionalmente registram os menores volumes de chuva na capital acreana.

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