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Produção de petróleo no Oriente Médio deve seguir parcialmente paralisada até 2027, diz agência dos EUA

Uma vista de drone mostra uma plataforma de petróleo offshore na Baía de Guanabara, em Niterói, no estado do Rio de Janeiro.

G1 — Economia · 2026-08-11T17:29:37.000Z

Uma vista de drone mostra uma plataforma de petróleo offshore na Baía de Guanabara, em Niterói, no estado do Rio de Janeiro.

Pilar Olivares / Reuters

A produção de petróleo no Oriente Médio deve permanecer parcialmente interrompida até o fim de 2027, informou um relatório divulgado nesta terça-feira (11) pela Administração de Informação Energética (EIA, na sigla em inglês), dos Estados Unidos.

Segundo a agência, cerca de 600 mil barris diários de produção na região devem permanecer fora de operação até 2027, já que alguns produtores enfrentam dificuldades para retomar os níveis observados antes do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã.

A EIA afirma que a interrupção deve persistir mesmo que os fluxos comerciais sejam restabelecidos no próximo ano.

Em julho, o volume de produção interrompida na região atingiu, em média, 5,5 milhões de barris por dia, segundo estimativas da agência.

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As cotações do petróleo vivem um período de volatilidade desde o início do conflito no Oriente Médio, no final de fevereiro, em meio a declarações polêmicas do presidente americano, Donald Trump, impasses nas negociações para um acordo de paz entre EUA e Irã e o consequentemente fechamento do Estreito de Ormuz.

O principal impacto desse cenário tem sido na oferta global de petróleo e nos custos globais de energia, que também já começam a se refletir na inflação.

Localizado entre Omã e o Irã, o Estreito de Ormuz é responsável pelo transporte de cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo e serve de rota para navios que saem da região produtora rumo à Ásia, à Europa e às Américas.

Com o agravamento do conflito nos últimos meses, diversos países da região interromperam, por precaução, a produção de petróleo e gás, o que impulsionou os preços de energia pelo mundo.

*Esta reportagem está em atualização

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