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Produção industrial do RN recua 13,1% no semestre e tem maior queda do país

Segmento têxtil foi o único que não apresentou queda no semestre

G1 — Brasil · 2026-08-11T17:52:10.000Z

Segmento têxtil foi o único que não apresentou queda no semestre

Governo do RN/Arquivo

A produção industrial do Rio Grande do Norte recuou 13,1% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a maior queda entre os locais pesquisados.

O resultado foi pressionado principalmente pela fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que acumulou queda de 25,8% entre janeiro e junho. Também houve retração nas indústrias extrativas (-5,5%) e na fabricação de produtos alimentícios (-1,4%).

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A única atividade industrial do estado a registrar crescimento no acumulado do primeiro semestre foi a fabricação de artigos do vestuário e acessórios, com alta de 48,5%.

Queda perde força em junho

Apesar do resultado negativo no acumulado do ano, a retração da indústria potiguar perdeu intensidade em junho. Na comparação com o mesmo mês de 2025, a produção caiu 0,9%, menor queda registrada no estado em nove meses.

O desempenho de junho foi influenciado pela redução da queda na fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que recuou 14,9%. As indústrias extrativas tiveram retração de 5,4%, repetindo o resultado registrado em maio.

Por outro lado, houve crescimento expressivo na fabricação de artigos do vestuário e acessórios, de 67,4%, e na fabricação de produtos alimentícios, de 9,7%.

O IBGE ressalta que junho de 2026 teve 21 dias úteis, um a mais que junho de 2025, quando foram registrados 20 dias úteis.

Recuo no acumulado de 12 meses

No acumulado de 12 meses até junho, a produção industrial do Rio Grande do Norte apresentou queda de 9,4%.

Nesse período, duas atividades tiveram crescimento: as indústrias extrativas, com alta de 3,7%, e a fabricação de artigos do vestuário e acessórios, que avançou 59,8%.

Já a fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis recuou 21,9%. A fabricação de produtos alimentícios teve queda de 0,2%.

No Brasil, a produção industrial cresceu 1,7% em junho, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Dos 18 locais pesquisados pelo IBGE, oito registraram crescimento.

A próxima divulgação da pesquisa, com os dados de julho, está prevista para 10 de setembro.

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