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Presidente Lula usará foto com chapéu na urna eletrônica em 2026
G1 — Política · 2026-08-11T18:31:15.000Z
Presidente Lula usará foto com chapéu na urna eletrônica em 2026
O presidente Lula (PT) usará um chapéu em sua foto na urna eletrônica com base em uma mudança na lei eleitoral ocorrida em 2022. É a primeira vez que ele terá um acessório desde o início de suas participações em disputas presidenciais depois da redemocratização, em 1989.
Desde maio deste ano, o presidente tem utilizado um chapéu por conta da retirada de uma lesão de câncer de pele no couro cabeludo. O chapéu funciona como uma proteção à região após o processo de cicatrização.
A recomendação dos médicos foi adotada por Lula também durante a campanha eleitoral. Antes, ele usou o acessório em eventos públicos, como agendas presidenciais e o lançamento de sua chapa presidencial, no início de agosto, em São Paulo.
Veja as fotos de Lula na urna desde 2006:
Fotos de Lula nas eleições presidenciais de 2006, 2022 e 2026
O modelo escolhido pelo presidente é um chapéu Panamá da marca Sarquis by ABA. O item surgiu com os povos originários do Equador e sua fabricação é com base nas fibras da palha toquilla, tradicional na região.
Além de Lula, o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) costuma usar o chapéu Panamá em alguns eventos, como o Carnaval. Outras figuras famosas brasileiras a usá-lo foram o ex-presidente Getúlio Vargas, o aeronauta Santos Dumont e o cantor Tom Jobim.
Mudança na regra para foto na urna
Nenhum candidato poderia usar acessórios na cabeça, como chapéus e bonés, até 2022, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reviu a legislação.
Segundo dizia a lei eleitoral naquele período, era proibida a utilização de elementos cênicos e adornos "com conotação de propaganda eleitoral e que induzam ou dificultem o reconhecimento do candidato pelo eleitorado".
A regra mudou na última eleição presidencial após o candidato a deputado federal por São Paulo Douglas Belchior (PT) entrar com ação por ter sido impedido de usar um boné na imagem da urna pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
À época, o ministro Sérgio Banhos, do TSE, autorizou o uso por parte do político ao argumentar que o boné faz parte de uma característica sociocultural do candidato, por isso, deveria ser permitido o uso.
O ministro afirmou em sua decisão que "a utilização do acessório pelo candidato, que tem origem afrodescendente e é engajado na cultura rapper, está diretamente ligada à sua própria imagem perante o eleitorado, o que, em princípio, pode ser considerado elemento étnico e cultural, que se enquadra no permissivo legal".