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Priscila Rosa da Silva, 40 anos, professora e servidora no município de Viamão
G1 — Brasil · 2026-08-11T20:41:39.000Z
Priscila Rosa da Silva, 40 anos, professora e servidora no município de Viamão
Prefeitura de Viamão/Divulgação
Uma pessoa que espalhava energia boa e alegria para onde quer que fosse. Assim, Priscila Rosa da Silva, 40 anos, assassinada pelo ex-companheiro na frente da mãe em Porto Alegre, é descrita pela amiga Gabriela Paim.
Elas se conhecem desde 2017. Passaram de colegas de trabalho, na Secretaria da Educação de Viamão, para amigas próximas. Após o crime, que aconteceu na noite de domingo (9), Gabriela lamentou a morte de Pri, como ela chama, e fez uma apelo à sociedade
“Semana que vem, é uma Maria. Na outra, uma Joana. Ontem (domingo), infelizmente, foi a minha amiga. Poderia ter sido eu, poderia ser qualquer uma de nós, e ninguém faz nada. Quando essa realidade vai mudar? Quando que a gente vai viver sem medo?”, protesta.
Ela descreve Priscila como uma profissional exemplar, que se entregava ao trabalho e tirava o melhor das pessoas.
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“Ela acolhia, ela ouvia, mas ao mesmo tempo era firme, conseguia trazer o profissionalismo dela com empatia, cuidado, respeito. Sempre com um sorriso largo.”
A professora foi assassinada a tiros em casa pelo ex-companheiro, com quem conviveu por 19 anos. Ele também foi encontrado morto no local.
“Não busquem estereótipos. O assassino, muitas vezes, engana muitas pessoas. Ele é um amigão. É um cara bom de conviver. O assassino não é sempre aquele que dá todos os indícios”, alerta Gabriela.
Ela ainda diz que Priscila sempre apoiava outras mulheres. Era alguém com quem as amigas podiam contar tanto para compartilhar dores e angústias quanto para comemorar conquistas.
Priscila tinha sonhos que foram interrompidos por um feminicídio — o 48º caso registrado no Rio Grande do Sul apenas em 2026.
“Ela queria muito viajar e conhecer o mundo. Sonhava em fazer isso. Mais para o final da carreira reduzir a carga horária e aproveitar a vida. Ela tinha muita sede e vontade de viver.”
Priscila foi morta enquanto assistia televisão com a mãe
Priscila Rosa da Silva, 40 anos, foi assassinada a tiros pelo ex-companheiro, com quem se relacionou por 19 anos, na noite de domingo (10), na Lomba do Pinheiro, na Zona Leste de Porto Alegre, segundo a Polícia Civil. A mãe da vítima estava no local no momento do assassinato.
Ela era professora e servidora no município de Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O homem foi identificado como Eduardo Lopes dos Santos, 43, e também foi encontrado morto no local, conforme a polícia.
Segundo a delegada Fernanda Campos Hablich, o homem invadiu a casa da ex-companheira. Priscila assistia televisão com a mãe quando foi alvejada. Eles estavam separados há cerca de seis meses. Desde a separação, a vítima tinha uma medida protetiva ativa contra o ex-companheiro.
A prefeitura de Viamão divulgou uma nota lamentando o caso e agradecendo pelos 11 anos de serviço de Priscila ao município. (Leia íntegra abaixo)
Nota de da prefeitura de Viamão
"É com profundo pesar que a Prefeitura de Viamão comunica o falecimento de Priscila Rosa da Silva, aos 40 anos.
Professora e assessora da Secretaria Municipal de Educação, Priscila dedicou 11 anos de sua trajetória à Prefeitura de Viamão, contribuindo com seu trabalho, compromisso e dedicação à educação pública do município.
Neste momento de dor, a Prefeitura de Viamão se solidariza com seus familiares, amigos, colegas de trabalho e com todos que tiveram a oportunidade de conviver com Priscila.
Que as boas lembranças de sua trajetória e de sua contribuição para a educação permaneçam como legado.
Nossos sentimentos e respeito a todos os familiares e amigos."
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