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Paraquedistas voam ao lado de planador durante festival em Tatuí
G1 — Brasil · 2026-08-11T20:59:35.000Z
Paraquedistas voam ao lado de planador durante festival em Tatuí
Seis atletas de wingsuit voaram em formação ao lado de um planador durante uma operação realizada em Tatuí (SP). A atividade integrou paraquedismo, voo a vela e uma aeronave lançadora, exigindo planejamento, comunicação e alto nível de sincronização entre pilotos e atletas.
🔎 O wingsuit é um macacão especial que possui superfícies de tecido entre os braços, as pernas e o tronco. O equipamento aumenta a área aerodinâmica do corpo, reduzindo a velocidade de queda vertical e permitindo ao atleta percorrer grandes distâncias em voo horizontal.
O piloto Thalles Coutinho, de Tatuí, que participou da operação e iniciou sua carreira no Aeroclube de Tatuí, explicou que a atividade exigiu a coordenação simultânea entre a aeronave responsável pelo lançamento dos paraquedistas, o planador e os próprios wingsuiters.
“É uma operação mista, envolvendo planador e paraquedismo, além de uma terceira aeronave responsável pelo lançamento. Então temos o planador, os wingsuiters e a aeronave lançadora operando de forma coordenada”, explicou.
A escolha de Tatuí levou em consideração as características do espaço aéreo utilizado para as atividades aeronáuticas na região. Segundo Thalles, o local reúne condições para operações de voo a vela, paraquedismo e acrobacia aérea, permitindo o planejamento integrado da atividade.
“A gente escolheu Tatuí justamente pelas características do espaço aéreo. É um local onde já existem operações de paraquedismo, planadores e atividades acrobáticas. Isso nos permitiu desenvolver uma operação que envolvesse esses diferentes elementos de maneira coordenada”, detalhou.
Paraquedistas voam ao lado de planador em operação de alta precisão em Tatuí (SP)
Voo exigiu precisão
Durante a operação, os seis wingsuiters voaram próximos ao planador, mantendo uma formação que dependia diretamente da coordenação entre os atletas e os pilotos envolvidos.
Um dos momentos de maior destaque foi protagonizado pelo atleta Miguel Monk, que realizou um grip na asa do planador, manobra em que o atleta estabelece contato físico com a aeronave durante o voo relativo, permanecendo junto ao planador por um período prolongado.
Segundo Thalles, toda a operação foi planejada e executada com a participação de profissionais experientes nas diferentes modalidades envolvidas.
“Foi uma atividade muito calculada, pensada e estudada, desenvolvida com profissionais especializados. Selecionamos atletas com alto nível técnico dentro do wingsuit mundial. Eu fui um dos pilotos da operação e já havia participado anteriormente de alguns testes, que serviram justamente para desenvolver o conceito. Agora conseguimos colocar tudo isso em prática. Ainda temos vários pontos para evoluir e ajustar, mas o resultado já foi muito bacana”, afirmou.
Paraquedista chegou a colocar a mão na asa do planador durante atividade em Tatuí (SP)
Atletas de oito nacionalidades
A atividade ocorreu durante um festival que reuniu atletas de oito nacionalidades em Tatuí. Segundo a organização, aproximadamente 90% dos paraquedistas participantes eram estrangeiros e estavam na cidade especialmente para o evento.
De acordo com Thalles, o projeto teve como uma de suas referências operações semelhantes realizadas internacionalmente, inclusive em projetos da Red Bull, e busca desenvolver no Brasil uma integração ainda pouco comum entre wingsuit e planador.
“É uma atividade muito rara, inclusive no cenário mundial. A Red Bull já realizou projetos semelhantes alguns anos atrás e isso foi uma das nossas referências. Agora estamos desenvolvendo esse conceito no Brasil, buscando integrar essas modalidades e entender até onde podemos evoluir tecnicamente”, afirmou.
O piloto contou que os testes realizados anteriormente foram fundamentais para que a equipe pudesse avançar para uma operação mais completa.
“Acredito que, no futuro, a gente consiga fazer algo muito maior. Esse é o nosso objetivo. O que fizemos agora mostrou que existe bastante potencial para evoluir o projeto”, disse.
A operação reuniu pilotos, paraquedistas e profissionais de diferentes áreas em uma atividade de elevada complexidade técnica, na qual planejamento, trabalho em equipe e precisão foram fundamentais para permitir o voo relativo entre o planador e os wingsuiters.
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