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MP denuncia quadrilha e pede que helicópteros do tráfico passem para a polícia

Ministério Público de Piracicaba

G1 — Brasil · 2026-08-11T21:58:29.000Z

Ministério Público de Piracicaba

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP), em Piracicaba (SP), denunciou à Justiça, nesta terça-feira (11), seis pessoas por envolvimento em um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Segundo o MP, o grupo criminoso utilizava helicópteros para buscar drogas em regiões de fronteira. Além da condenação dos envolvidos, a Promotoria de Justiça Criminal de Piracicaba pediu que duas aeronaves apreendidas com a quadrilha sejam transferidas em definitivo para o Estado.

Um Robinson R66: atualmente usado pelo Centro Integrado de Operações Aéreas do Tocantins (CIOPAER).

Um Eurocopter AS350 B2: empregado pela Polícia Civil de São Paulo.

Os veículos foram apreendidos em julho de 2020 e já vinham sendo usados provisoriamente pelas forças de segurança no combate ao próprio crime organizado

Como o esquema funcionava

As investigações começaram no final de 2019, conduzidas pela Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes de Americana e por órgãos de inteligência, informou o MP. O monitoramento revelou que os criminosos faziam viagens entre cidades paulistas e o Mato Grosso do Sul, próximo à fronteira com o Paraguai.

A operação que desarticulou a logística ocorreu em 27 de julho de 2020. Na ocasião, o helicóptero Robinson pousou em Piracicaba (SP) trazendo R$ 5 mil em espécie, telefones via satélite e documentos.

Já o Eurocopter, que servia como uma espécie de "escolta" aérea para o primeiro, foi interceptado em um heliponto na cidade de Carapicuíba (SP).

Lavagem de dinheiro e ‘laranjas’

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Para conseguir comprar e manter aeronaves de valores altos e sem chamar a atenção das autoridades, o MP informou que a quadrilha contava com um núcleo focado apenas em esconder a origem do dinheiro ilegal.

A apuração do MP revelou ainda que os suspeitos usavam pessoas interpostas, conhecidas como ‘laranjas, e empresas de fachada, que eram registradas legalmente, mas sem nenhuma atividade comercial real que justificasse a compra dos helicópteros.

Com a denúncia formalizada pelo MP, os seis acusados responderão na Justiça da seguinte forma:

Dois denunciados: acusados de associação para o tráfico de drogas (com o agravante do uso de aeronaves) e lavagem de dinheiro.

Quatro denunciados: acusados de lavagem de dinheiro (atuavam na ocultação dos bens).

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