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Pais são denunciados à Justiça por causarem morte de bebê que ingeriu porção de maconha
G1 — Brasil · 2026-08-11T23:38:42.000Z
Pais são denunciados à Justiça por causarem morte de bebê que ingeriu porção de maconha
Os pais de uma bebê de dez meses foram denunciados à Justiça por causarem a morte da filha, que passou mal após ingerir uma porção de maconha, em São José do Rio Preto (SP).
A vítima morreu no dia 19 de abril de 2024 depois de ser levada inconsciente pelos suspeitos à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Jaguaré. A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público em 7 de agosto deste ano.
Conforme o promotor Horival Marques de Freitas Junior, os pais foram omissos por deixarem a menina circular pela casa da família e ter acesso à droga, além de não terem levado a filha a um hospital após ela cair de uma cama e sofrer traumatismo crânio-encefálico.
“Não bastasse a omissão perante o trauma craniano, os denunciados mantinham no ambiente doméstico substâncias entorpecentes expostas ao alcance da criança. Na noite do mesmo dia, a bebê transitou pelo imóvel e acabou ingerindo fragmentos de substância entorpecente deixados habitualmente caídos pelo chão em locais de fácil acesso à vítima”, pontuou o promotor na denúncia.
Upa Jaguaré em São José do Rio Preto (SP)
TV TEM / Gridania Brait
Ainda segundo o MP, o laudo apontou a queda da cama e a ingestão do entorpecente como fatores determinantes para a morte da menina, o que configura homicídio qualificado.
À TV TEM, a defesa do casal diz que lamenta a conclusão da promotoria sobre o caso. Segundo a nota, durante as investigações, não ficou demonstrada a indiferença dos pais quanto à vida da filha.
Bebê morreu na UPA
A vítima começou a passar mal na madrugada de 19 de abril de 2024. Na ocasião, os pais levaram a menina até a UPA Jaguaré e informaram aos médicos que ela estava com febre.
Ao chegar à unidade, o pai, à época com 20 anos, confessou aos médicos que a filha teria ingerido uma "bala de maconha", a qual é uma variação mais potente da droga.
Cemitério São João Batista em São José do Rio Preto (SP)
TV TEM / Rogério Pedrozo - Arquivo
Durante o atendimento, a bebê teve uma piora no quadro de saúde e não resistiu. O corpo dela foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) para o exame de necropsia. O sepultamento ocorreu em 20 de abril de 2024 no Cemitério São João Batista em Rio Preto.
Inicialmente, o caso foi classificado como maus-tratos e tramitou na Vara da Violência Doméstica e Familiar. Em novembro em 2024, a Justiça tornou os pais réus, mas, ao analisar os autos e entender que se tratava de omissão por dolo eventual, o processo foi encaminhado à Vara do Juri.
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