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A Polícia Civil do RJ e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciaram nesta quarta-feira (12) a 2ª fase da Operação Market Fake, que mira o golpe do falso anúncio — quando criminosos do Terceiro Comando Puro (TCP) atraíam…
G1 — Brasil · 2026-08-12T09:58:27.000Z
A Polícia Civil do RJ e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciaram nesta quarta-feira (12) a 2ª fase da Operação Market Fake, que mira o golpe do falso anúncio — quando criminosos do Terceiro Comando Puro (TCP) atraíam compradores com ofertas de carros inexistentes e os sequestravam.
Desta vez, o alvo é o núcleo de lavagem de dinheiro do esquema. Segundo as investigações, o grupo movimentou pelo menos R$ 4 milhões nos últimos 3 anos com recursos obtidos em roubos, extorsões e estelionatos.
Policiais da 23ª DP (Méier) saíram para cumprir 4 mandados de prisão e 13 de busca e apreensão em Cubatão, em São Paulo, e em Araruama, Belford Roxo e São Gonçalo, no Rio de Janeiro.
De acordo com a investigação, o grupo usava anúncios falsos de venda de veículos em plataformas digitais para atrair vítimas para comunidades de Belford Roxo sob o pretexto de negociação de automóveis. No local, elas eram mantidas reféns e obrigadas, sob violência, a fazer transferências bancárias e entregar pertences.
Segundo a Polícia Civil, os investigados mantinham uma estrutura organizada e recrutavam pessoas para publicar os anúncios fraudulentos, numa tentativa de dificultar a identificação dos responsáveis pelo esquema.
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Relembre a 1ª fase
A 1ª etapa da Operação Market Fake foi deflagrada em junho de 2023. Na ocasião, a Polícia Civil e o MPRJ prenderam 28 pessoas.
Segundo as investigações, as vítimas eram sequestradas e levadas para o Parque São José, em Belford Roxo, onde tinham de fazer transferências via PIX, contratar empréstimos e entregar cartões bancários a criminosos.
Algumas vítimas relataram ter sido sufocadas com sacos plásticos e agredidas com tijolos durante os ataques. Uma delas afirmou ter ficado 4 horas nas mãos dos bandidos.
“Eu estava com um rapaz, fomos parados uma dupla armada e levados para um beco no alto da favela. A gente apanhou e passou por vários sufocos”, narrou. “Eu só pensava na minha filha, que estava com 6 meses, e eu tentando negociar com eles: ‘Cara, eu tenho uma filha, eu tenho uma filha!’, [e eles:] ‘Não, eu quero o dinheiro, eu quero o dinheiro!’”, lembrou.
“Eles conseguiram entrar em contato com a minha esposa para fazer um Pix para eles, num valor de R$ 10 mil. Só depois desse dinheiro, a gente conseguiu negociar para descer. Levaram outros pertences nossos, como aliança, cordão, celular, o dinheiro que estava no bolso”, detalhou.
Força-tarefa prende 28 em operação contra o golpe do falso anúncio