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Instituto São José instala portões com detector de metais três meses após tragédia em Rio Branco

Ataque a tiros em escola no Acre deixa duas servidores mortas e alunos feridos

G1 — Brasil · 2026-08-12T11:00:21.000Z

Ataque a tiros em escola no Acre deixa duas servidores mortas e alunos feridos

Mais de três meses após o ataque a tiros que matou duas funcionárias e feriu outras duas pessoas no Instituto São José, em Rio Branco, a instituição de ensino divulgou que foram instalados portões eletrônicos com detectores de metais para reforçar a segurança do local.

No comunicado, emitido na última segunda-feira (10), a instituição orientou à comunidade acadêmica a retirar todos os itens de metal das mochilas como bottons, chaveiros, tesouras e materiais com adornos de metal que possam causar o acionamento do alarme.

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👉 Contexto: O ataque ocorreu nas dependências do Instituto São José, escola conveniada ao Estado, no período da tarde do dia 5 de maio. Segundo a investigação, um adolescente de 13 anos, aluno da instituição, entrou armado no colégio e efetuou disparos, matando as inspetoras Raquel Sales Feitosa, de 36 anos, e Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos. Uma estudante de 11 anos e outra servidora também ficaram feridas, mas receberam alta no mesmo dia.

O comunicado marca o retorno do novo semestre letivo na escola. As recomendações incluem ainda que apenas materiais pedagógicos básicos necessários como lápis, caneta, caderno, borracha e cola, sejam levados pelos alunos.

“Entendemos que há vontade de carregar materiais diversos, porém isso dificulta a passagem pelo portão e gera muitas filas. Como sempre contamos com a colaboração dos pais e/ou responsáveis, neste momento pedimos que permaneçam fazendo a checagem das mochilas dos seus filhos para que eles levem somente o necessário”, diz o comunicado.

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Comunicado foi divulgado nas redes sociais do Instituto São José

Indenização a dependentes das vítimas

Em julho deste ano, foi sancionada a lei que institui uma indenização especial, de caráter compensatório e humanitário, aos dependentes das vítimas fatais do ataque a tiros ocorrido no Instituto São José.

A norma foi sancionada pela governadora Mailza Assis (PP), publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) e prevê o pagamento de R$ 100 mil por vítima, em parcela única.

A Lei nº 4.816 estabelece que têm direito ao benefício o cônjuge ou companheiro sobrevivente, os filhos menores de 21 anos ou inválidos, com deficiência ou incapacidade e, na ausência desses, os pais economicamente dependentes da vítima. Quando houver mais de um beneficiário habilitado, o valor será dividido em partes iguais.

Raquel Sales Feitosa, de 36 anos, e Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos, foram mortas em ataque a tiros no Acre

O texto também determina que a indenização tem natureza exclusivamente indenizatória e humanitária, sem caráter previdenciário, trabalhista, remuneratório ou assistencial.

A lei prevê que os beneficiários deverão passar por um procedimento administrativo de habilitação, que será regulamentado pelo Poder Executivo.

O pagamento deverá ser realizado até 31 de janeiro de 2027, podendo ser antecipado ainda em 2026, desde que haja disponibilidade orçamentária e os dependentes estejam regularmente habilitados.

Após quatro meses do ataque a tiros que vitimou duas funcionárias, o Instituto São José instala portões com detectores de metal para retorno das aulas

Richard Lauriano/Rede Amazônica Acre

Relembre o caso

Após o crime, ocorrido em 5 de maio, o adolescente foi apreendido e responde por ato infracional análogo a homicídio.

A Justiça do Acre determinou sua internação para cumprimento de medida socioeducativa por tempo indeterminado, respeitado o limite máximo de três anos previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O caso tramita em segredo de Justiça.

A morte das servidoras gerou grande comoção entre estudantes, ex-alunos, colegas de trabalho e familiares. O governo do Acre e a Pefeitura de Rio Branco decretaram luto oficial de três dias após o crime.

Além disso, o Ministério da Educação (MEC) determinou o envio de especialistas do Programa Escola que Protege ao Acre após o ataque.

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